(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Smartphones e tablets têm se tornado cada vez mais populares. Paralelamente, assiste-se a um momento em que as indústrias tradicionais de jogos têm tateado para encontrar seu lugar ao sol — deixando a comodidade do processamento exclusivo para abarcar novas tarefas, muitas das quais ainda levantam dúvidas. Será que o formato console está mesmo em perigo? Não para Jack Tretton, chefão do braço americano da Sony.

Para ele, a ascensão das plataformas mobile não representa a exclusão dos consoles, assim como a popularidade dos PCs não representou isso há algumas décadas. “É engraçado, eu ouço falar sobre o ‘último console’ desde 1986, e isso unicamente porque foi o momento em que eu ingressei na indústria”, disse Tretton, quando perguntado pelo site AllThingsD se o PlayStation 4 e o Xbox One poderiam encerrar o último ciclo do formato.

“Eu tenho aproveitado a onda do ‘último console’ durante os últimos, o quê, 27 anos?”, ele conclui.

“Nós não podemos nos amontoar ao redor de um tablet”

Para Tretton, há uma razão clara para a existência dos consoles: nós gostamos de nos reunir com amigos na sala de estar, comodamente sentados ao sofá diante de um enorme aparelho de TV. “Isso para que exista esse grau de imersão nos jogos e essa experiência social de sentar ao redor da sala — nós não vamos nos amontoar em volta de um tablet. Nós não vamos nos amontoar ao redor de um smartphone.”

Conforme lembra o executivo, trata-se de um cenário apocalíptico já montado (e desmontado) anteriormente. “A ameaça durante os anos 80 era a de que o PC tomaria conta — ele certamente está vivo e bem, mas não tomou conta”, ele diz, acrescentando que, de qualquer forma, os próximos 27 anos devem ser mais salutares para a indústria de jogos do que as últimas três décadas.

“O que há agora é uma indústria mainstream, e haverá gerações de pessoas que crescerão jogando”, prediz Tretton. “Daqui a 27 anos, será difícil encontrar alguém que não tenha sido um jogador de alguma forma.”

Consoles multifacetados

Apesar de algumas propostas tomadas como exclusivas do formato console, é fato que há atualmente um sem-número de concorrentes, cada qual com sua própria aposta no que pode representar o futuro da jogatina — mesmo que focando apenas em uma pequena fatia.

Entretanto, produtos como o Ouya e as Steam Machines não parecem ser tomados como competidores diretos pela Sony, já que isso “acontece o tempo todo” e ninguém se lembra quando falham. “Os consoles costumavam ser um formato estreito, com uma audiência específica, focados em um único propósito”, disse Tretton.

“Hoje é algo multimídia, projetado para uma audiência mais diversa, do casual ao hardcore, com jogos gratuitos para jogar ou de US$ 60”, explica ele, concluindo que “onde quer que os jogos existam, nós queremos que o PlayStation esteja lá”.

De qualquer forma, os jogos de grande porte também devem arrastar consigo o formato console adiante. “Nós não podemos colocar Gran Turismo 6 em um smartphone ou em um tablet. Seria uma experiência horrível.” Entretanto, como um ponto a favor dos colossos dos anos 80, Tretton lembra que é perfeitamente possível, por outro lado, rodar um Angry Birds em um console moderno.

(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Enfim, resta saber até onde, exatamente, um console ainda será um console.

O PlayStation 4 deve chegar às prateleiras norte-americanas ainda hoje, dia 15. Aguarde uma análise completa do novo sistema aqui no BJ.

Via BJ

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