Uma organização chamada “Associação Europeia de Números de Emergência” tem pedido para que a Apple colabore com uma campanha feita no Velho Continente para a implementação do AML (Advanced Mobile Location) para que, em casos de emergência, os usuários de iPhones possam enviar sua localização automaticamente para a polícia. A Maçã, entretanto, tem ignorado há cerca de dois anos incontáveis tentativas de contato da associação para elaborar a implementação do recurso no iOS.

A Google, por outro lado, se tornou parceira da empreitada e, há cerca de um ano, e implementou o recurso em todos os smartphones Android em atividade no mundo, inclusive nos mais antigos. Dessa forma, em países que já utilizam o AML para receber a localização dos cidadãos em perigo, várias vidas têm sido salvas através do recurso ativado pela criadora do Robô.

Como funciona o AML

Com a popularização massiva dos smartphones e celulares nas últimas décadas, as ligações para o 190 e para outros números de emergência tem sido feitas em grande parte de linhas móveis. Isso quer dizer que é mais difícil localizar as pessoas em perigo quando elas não conseguem fornecer um endereço preciso. Quando uma chamada é feita através de uma linha fixa, entretanto, os serviços de emergência recebem automaticamente o endereço cadastrado nas operadoras, mas isso não funciona para celulares.

O AML entra em ação automaticamente quando uma chamada é feita para o número de emergência

O AML foi desenvolvido no Reino Unido justamente para resolver esse problema. Com uma simples implementação no sistema operacional dos smartphones, o AML entra em ação automaticamente quando uma chamada é feita para o número de emergência. Enquanto a pessoa em perigo é atendida por telefone, o AML utiliza GNSS (uma versão mais precisa do GPS comum) ou o WiFi para obter a localização exata da chamada e, em seguida, envia os dados via SMS para a central que está atendendo a chamada.

Vários países europeus já adotaram o sistema em suas centrais, mas somente os usuários do Android já estão usufruindo do recurso de segurança, uma vez que a Apple ignora solenemente pedidos para adotar o padrão. Em contrapartida, a companhia se esforça em implementar "botões de pânico virtuais" em seus aparelhos mobile, que, na prática, fazem muito pouco por quem está em perigo imediato.

Abrangência

“Para simplificar, com o Android e o iOS representando cerca de 70,8% e 26% do mercado mobile europeu respectivamente, se o AML estivesse integrado em ambos os sistemas, teríamos 96,8% dos usuários sendo beneficiados por ele”, disse Petros Kremonas, diretor de comunicação da Associação que está divulgando o AML em vários países da região.

Vidas já foram salvas em diversas localidades por conta desse recurso, que já foi ativado no Reino Unido, Portugal, Estônia, Suécia, Bélgica e, mais recentemente, a Lituânia. Infelizmente, não há informações sobre esforços das autoridades brasileiras em trazer a novidade para o nosso 190.

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