Já faz alguns anos que os wearables estão no mercado internacional. Com cada vez mais funções, relógios, pulseiras e outros equipamentos vestíveis estão aos poucos mostrando que há muitas possibilidades a serem exploradas pelos consumidores. E não há dúvidas: um dos campos em que isso está mais evidente é o dos equipamentos voltados aos esportistas.

Pulseiras fitness medindo passos e ritmos cardíacos são grandes auxílios para os iniciantes. Apple Watch e dispositivos com Android Wear já surgem com “funções fitness” e permitem o tracking de atividades com bastante qualidade. E também há modelos pensados diretamente nos atletas e que trazem funções ainda mais completas — como modelos da Fitbit ou da Garmin.

Mas o que faz um relógio inteligente se tornar perfeito para os atletas? Será que você consegue dizer quais são os recursos que mais chamam a atenção neste mercado? Depois de ler, nos conte se você concorda ou sente falta de outras funcionalidades.

1. Relatórios de atividades

Se existe algo obrigatório para os relógios fitness, é a criação de relatórios de atividades. Um smartwatch para esportistas deve ser capaz de identificar as movimentações dos consumidores para fazer com que os registros sejam o mais próximos da realidade. Com isso, os usuários podem ter acesso a distâncias, velocidades, batimentos cardíacos e queima de calorias, por exemplo.

Garmin Vivoactive HR

Com o bom uso dos registros, é possível fazer análises mais completas de desempenho — algo que pode ser discutido com treinadores a qualquer momento. Para que anotar desempenho individual de cada atividade física se um aparelho pode fazer as análises e comparações automaticamente?

2. Tracking por GPS

Sabe aquele seu amigo que corre 5 quilômetros por dia e está sempre reclamando de carregar o smartphone na braçadeira ou no estojo abdominal — a tradicional “pochete esportiva” — enquanto faz as atividades? Pois é bem possível que ele faça isso porque usa o smartphone para fazer o registro dos percursos e precisa do GPS do celular para isso.

Apple Watch Series 2

Logo, ter um smartwatch esportivo que não conta com um GPS independente pode não ser a melhor escolha. Portanto, é claro que o smartwatch perfeito traz esse tipo de sensor embutido e permite que as atividades físicas sejam realizadas sem qualquer smartphone para atrapalhar — eles são ótimos em grande parte do tempo, mas realmente atrapalham os atletas.

3. Totalmente à prova d’água

Um atleta de verdade não se importa com as condições climáticas. No vento, no sol ou na chuva, todo dia de treinamento deve ser levado a sério. E não dá pra esperar passar a chuva pra fazer o tracking das atividades, por isso é essencial que os relógios esportivos sejam completamente vedados contra água — considerando ainda que eles não devem ser afetados pelo suor, não é mesmo?

Nos casos de nadadores e triatletas, isso fica ainda mais evidente. Afinal de contas, é preciso fazer registros de todas as atividades, e não apenas de algumas pedaladas ou corridas.

4. Conexão com a internet

Quando surgiram no mercado, os smartwatches eram basicamente limitados à conexão Bluetooth para sincronizar informações com os smartphones. Sabe o que isso significa? Que atletas precisavam estar sempre com seus celulares ao alcance da conexão para que as sincronizações pudessem ser feitas — e isso excluía a possiblidade de ter notificações quando o atleta decide deixar o celular em casa.

O Moto 360 Sport conta com conexão WiFi

Esperar que um relógio esportivo tenha conexão 4G é demais atualmente — principalmente pelo fato de que isso tornaria planos telefônicos mais caros. Por outro lado, conexões WiFi independentes já são uma realidade e realmente ajudam em vários momentos. Depois de uma pedalada de 50 quilômetros, que tal parar para tomar um café e ver o que aconteceu? É só conectar a alguma rede disponível.

Um smartwatch com conexão WiFi pode ser uma verdadeira mão na roda para os atletas que fazem longas distâncias

Com isso, além de ter acesso às notificações e tomar algumas ações de resposta e interação, é possível fazer o envio de dados da atividade para um treinador ou mesmo apenas para o relatório final de acompanhamento.

5. Altímetro e barômetro

Este tipo de ferramenta é especialmente importante para ciclistas. Com barômetros ou altímetros um relógio pode determinar com muito mais exatidão a variação de altitude durante um exercício — algo que apps com conexão ao GPS já fazem, mas com anulação das margens de erro. Ciclistas de estrada e que competem em provas com muitas subidas podem encontrar neste recurso um grande aliado durante os treinamentos.

6. Sincronização com outros equipamentos e câmeras

Você consegue imaginar sistemas de telemetria como os da Fórmula 1 sendo aplicados a atividades físicas? Pois no futuro é bem possível que vejamos algo parecido. Em um ecossistema perfeito, sensores conectados a bicicletas e integrados a smartphones nos dariam dados em tempo real de desgaste das peças, saúde dos trocadores de marchas e muito mais.

A câmera TomTom Bandit tem GPS integrado; ser sincronizada a smartwatches poderia torná-la mais completa e os controles seriam facilitados

Para os corredores de plantão, imagine como seria um sistema com sensores nos tênis e que poderiam enviar informações para que você corrija a passada — melhorando a saúde dos seus joelhos, por exemplo. São muitas as possibilidades a serem exploradas pelos fabricantes ao redor do mundo.

Câmeras de ação também podem desfrutar disso. A TomTom, por exemplo, consegue integrar sua câmera a sensores para mostrar informações de atividades em tempo real e embutindo os dedos diretamente nas filmagens. Isso é bom? É sim... E só deve melhorar quando houver mais integração entre os equipamentos!

7. Bateria e preço

De nada adianta vermos tudo isso que acabamos de falar em um aparelho que não consegue se manter ligado por mais de duas horas. Logo, é essencial que as fabricantes invistam em dispositivos capazes de levar autonomia para pelo menos um dia de atividades físicas — que nos desculpem os ultramaratonistas e competidores do Ironman.

Os preços também ainda são fatores restritivos para a tecnologia dos smartwatches esportivos. Talvez a popularização deles traga resultados bons neste campo, mas ainda é cedo para dizer que isso vai realmente acontecer — até porque estamos falando de um segmento de nicho. Mesmo assim, não podemos deixar de dizer: o relógio esportivo perfeito precisa ser mais acessível.

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Você concorda com os recursos apontados neste artigo? Ou ainda falta algo para que um relógio esportivo possa ser considerado o instrumento perfeito para os atletas?