(Fonte da imagem: Reprodução/Windows Phone Central)

Ao que tudo indica, após o segundo semestre do ano que vem, a taxa de crimes de furto e roubo de smartphones vai cair bastante — pelo menos nos Estados Unidos. Isso porque muitas das gigantes da indústria mobile que atuam por lá se uniram para combater o problema através de um mútuo acordo.

Compactuando em uma iniciativa voluntária que tem o apoio a da CTIA, associação que representa a indústria de telecomunicações sem fio, várias empresas fabricantes e fornecedoras de serviços do ramo concordaram com a inclusão de uma ferramenta antirroubo nos novos smartphones.

Ontem (16), a Samsung e a Apple juntaram-se a outras companhias como a Google, HTC, Huawei, Microsoft, Motorola, Nokia, Verizon, AT&T, T-Mobile e Sprint. Todas essas marcas concordaram em colocar a uma ferramenta antirroubo em seus celulares manufaturados ou vendidos ao público norte-americano a partir de julho de 2015.

A esperança é que, permitindo que aparelhos roubados sejam remotamente desativados, a motivação dos ladrões em roubá-los não mais exista. O lucro no crime de roubo de celulares vem da obtenção de informações pessoais, incluindo senhas de aplicativos financeiros e números de identificação bancária (PIN). Além disso, o próprio celular pode ser vendido no mercado negro. O recurso antirroubo espera impedir que isso continue a acontecer.

Como funcionará

De acordo com a CTIA, a ferramenta permitirá que usuários “aniquilem” remotamente seu dispositivo, no caso de perda ou roubo. Os dados eliminados incluirão informações pessoais adicionadas após a compra do celular. Ela também permitirá que o usuário faça com que o aparelho se torne inútil sem um PIN ou senha, exceto para chamadas de emergência para a polícia.

Sendo assim, um smartphone travado tornará impossível reativar sem a permissão do usuário. Porém, se ele for recuperado pelo usuário autorizado, os dados pessoais poderão ser restaurados diretamente da nuvem. As operadoras que concordaram em participar da iniciativa permitirão que os usuários obtenham essa aplicação e a usem em aparelhos que foram comprados — situação comum em caso de plano pós-pago.

Algo parecido já é oferecido pontualmente por aplicações como Find my iPhone e Gerenciador de dispositivos Android, mas o que essas empresas propõem é que seja estabelecida uma padronização, de forma que todo smartphone nos EUA obrigatoriamente tenha a chance de poder contar com o mecanismo.

Um acordo inesperado

Muitos achavam que as fabricantes nunca concordariam em aderir a um recurso desse gênero, pois poderia custar a elas algumas vendas para substituição. Tampouco era esperado que as operadoras apoiariam a criação de um “botão de autodestruição”, porque poderia custar a elas a queda de vendas de seguros premium, que cobrem aparelhos roubados.

Porém, ambos os agrupamentos se uniram e entraram em acordo nessa importante iniciativa, que poderá ser de enorme ajuda para muitos consumidores. Novos detalhes sobre a situação devem chegar nos próximos meses. Ainda não há informações sobre a aplicação da ferramenta fora dos EUA, mas esperamos que, com o sucesso da experiência, o recurso venha a tornar-se disponível globalmente, uma vez que seu benefício é interesse de consumidores do mundo inteiro.

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