A embaixada do Equador em Londres, Reino Unido, é a residência de Julian Assange por quase seis anos. O fundador do WikiLeaks pediu asilo político em 2012 e, desde então, “foge” das autoridades britânicas e estadunidenses na embaixada equatoriana. Porém, isso pode mudar em breve.

Segundo o RT, o presidente do Equador, Lenín Moreno, irá expulsar Assange da embaixada dentro dos próximos dias ou semanas, entregando o ciberativista para a polícia local. A principal preocupação de Assange é uma extradição para os Estados Unidos — no país de Trump, Assange enfrenta acusações federais por publicar “segredos de estado”.

Assange teve um papel crucial para o entendimento da relação moderna entre governo e sociedade, ao lado de outros leaksters como Chelsea Manning e Edward Snowden

Assange teve um papel crucial para o entendimento da relação moderna entre governo e sociedade, ao lado de outros leaksters como Chelsea Manning e Edward Snowden. As três figuras arriscaram a própria vida ao denunciar os crimes cometidos por diversos governos, principalmente o dos Estados Unidos, no que toca vigilância de massa e privacidade.

A decisão do presidente do Equador, segundo o RT, tem relação com a “política de camaradagem” que o país tem com a Espanha. Recentemente, Assange tweetou em apoio ao movimento separatista da Catalunha — e ainda criticou o governo espanhol por violar os direitos humanos.

“Fontes próximas a Assange disseram que ele próprio não estava ciente das conversas [entre governos], mas acreditava que os EUA pressionavam ‘de maneira significativa’ o Equador, inclusive ameaçando bloquear um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) se ele continuar na embaixada”, notou o RT.

Vale notar que o ex-presidente do Estados Unidos, Barack Obama, perdoou os “crimes” de Chelsea Manning nos últimos meses de seu mandato. Como será que Donald Trump deve agir, caso Assange seja liberado? Deixe sua opinião nos comentários.

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