Um estilo de vida regrado e sem sedentarismo é sempre recomendado por médicos. Porém, esta semana, foram publicados dois novos estudos no BMJ que apontam a quão maléfica é a falta de atividade física e sugerem novas práticas para incentivar as pessoas sedentárias a praticarem exercícios.

Segundo metas que foram apoiadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), todas pessoas em idade adulta deveriam praticar pelo menos 2 horas e 30 minutos de atividade física por semana. O órgão estima que falta de atividade física, de acordo com a média mundial, fica em quarto lugar entre fatores de risco de morte.

Entretanto, de acordo com os novos estudos, mesmo esta meta pode parecer muito distante. Todos deveriam simplesmente evitar ficar parados, mesmo que por um período menor que a meta semanal indicada pela OMS. Diversos fatores fazem a meta semanal parecer impossível, especialmente a falta de experiência com esforço físico.

Um passo de cada vez

De acordo com os pesquisadores do Hospital Universitário de Toulouse e do Instituto de Tecnologia da Geórgia, existem evidências de que cada aumento na atividade física traz a redução no risco de morte ou doenças crônicas e melhoras nas funções físicas e cognitivas.

Os exercícios funcionariam como “doses” preventivas e, quanto mais praticados, mais benefícios trariam. A receita é bem simples e provavelmente você já deve ter ouvido algum dia: passe menos tempo sentado e mais se movendo. A mudança pode ser gradual e você pode estipular suas próprias metas.

Tecnologia que pode atrapalhar ou ajudar

O computador, televisão e até automóveis permitem que você fique sentado por longos períodos de tempo. Então, em áreas urbanas, onde a maioria dos empregos está atrelada ao uso do computador, as pessoas têm hábitos mais sedentários. Além disso, o vício das pessoas em tecnologia e a vontade de estar sempre de olho no celular não é nada saudável.

Entretanto, nem toda tecnologia está atrelada aos malefícios do sedentarismo. Coisas como dispositivos vestíveis para acompanhar os exercícios, o Kinect da Microsoft, Wii Remote da Nintendo e até mesmo as mesas inteligentes que “lembram” o usuário de levantar um pouco podem estimular bons hábitos.

O mais importante é saber balancear o uso da tecnologia e lembrar que, mesmo em doses pequenas, desde que frequentes, atividade física pode melhorar muito a saúde.

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