Um estudo conduzido pela Public Health England, órgão de saúde do Reino Unido, mostra que crianças que passam uma quantidade de tempo excessiva navegando na internet tendem a desenvolver problemas mentais. Segundo a pesquisa, a exposição à rede durante mais de quatro horas diárias representa um risco especialmente alto de isso acontecer, embora quantidades menores de tempo também possam provocar danos.

Entre os problemas apontados pela instituição estão a sensação de solidão, depressão, ansiedade, baixa autoestima e aumento na agressividade. O órgão chega ao ponto de afirmar que a popularização de computadores conectados à web põe em risco os avanços no bem-estar de crianças obtidos nos últimos 20 anos.

Segundo a Public Health England, a exposição exagerada à rede mundial de computadores já surtiu efeitos negativos em uma a cada 10 crianças do Reino Unido. Além disso, pelo menos 30% dos adolescentes que costumam passar muito tempo conectados se sentem “desanimados, tristes ou deprimidos” pelo menos uma vez durante a semana — os pesquisadores descobriram a existência de 750 mil jovens que se sentem tão desesperados que acreditam não possuírem “nada pelo que viver”.

“A evidência sugere um relacionamento ‘dosagem-reposta’, no qual cada hora individual de exposição aumenta a possibilidade de uma criança experimentar problemas socioeconômicos e incorrer no risco de desenvolver baixa autoestima”, afirma a pesquisa. O órgão também alerta quanto ao consumo excessivo de jogos de video game e programas televisivos, que se mostram capazes de provocar efeitos negativos semelhantes.

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