(Fonte da imagem: Reprodução/Technology Review)

Se você já teve um machucado mais sério, certamente deve ter levado alguns pontos. Ainda que muita gente tenha arrepios só de pensar, a lógica da sutura é bem simples: unir duas partes de um ferimento para que seu corpo faça todo o trabalho de cicatrização — além de evitar que ele fique exposto a agentes externos, é claro. No entanto, eis uma tecnologia que pode fazer com que esse procedimento médico fique ainda mais eficiente.

Pesquisadores da Universidade de Illinois criaram um conjunto de microssensores que é utilizado nesse tipo de ação, permitindo aos profissionais de saúde monitorar a condição de seu paciente com mais eficiência. A ideia está exatamente em fazer a leitura térmica do machucado para identificar uma possível infecção.

Para isso, seria utilizada uma membrana equipada com a tecnologia para cobrir o material da sutura. Caso o machucado apresente uma variação de temperatura considerada anormal, pequenos filamentos de ouro entrariam em ação e gerariam calor para estimular o ferimento na tentativa de combater o problema.

Praticamente invisível

A boa notícia é que essa inovação não vai significar um aumento no tamanho de seus pontos ou em seu aspecto visual — que já é pouco agradável —, pois tudo isso acontece em uma escala nanométrica, ou seja, praticamente invisível a seus olhos.

Porém, esse é apenas o primeiro passo da pesquisa. De acordo com John Rogers, professor responsável pelo desenvolvimento da novidade, a próxima etapa dos estudos tentará encontrar uma maneira de usar os tradicionais pontos também como uma forma de enviar os medicamentos ao organismo do paciente, além de controlar a dosagem à distância — o que permitiria a realização de consultas ou prescrição de remédios via computador ou smartphone.

Fonte: Dvice, Technology Review

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