De acordo com uma fonte anônima familiarizada com os negócios da Samsung, em entrevista ao Yonhap, a companhia sul-coreana está tentando minimizar suas perdas ao congelar os salários de seus empregados em 2015. Essa é a primeira vez que a empresa congela pagamentos desde 2009.

As vendas em varejo da Samsung caem há três meses, e segundo um representante da própria companhia, a culpa disso é a combinação da economia chinesa que está crescendo em uma taxa lenta e a fraca posição do Yen japonês.

Contudo, a fonte do Yonhap comentou que, apesar dos salários congelados, os incentivos de desempenho — baseados em lucros — não serão afetados. "A diretoria e os funcionários chegaram a um acordo sobre os pagamentos fixos", disse.

A divisão de smartphones da Samsung não está gerando lucro como o esperado, e o reflexo disso também causou um corte de 30% dos trabalhadores na divisão ano passado.

Mudanças e números da queda

Para aumentar os lucros, a Samsung mudou alguns benefícios de seus empregados. Por exemplo, executivos agora viajam na classe econômica em voos com menos de 10 horas, funcionários são encorajados a usar o tempo de férias e outros foram realocados.

Em 2013, a companhia teve um lucro líquido US$ 28 bilhões (R$ 80 bi). Em 2014, caiu para US$ 21 bilhões (R$ 60 bi), cerca de 23% a menos. Já os lucros da divisão mobile estavam na casa dos US$ 3 bilhões (R$ 8 bi) no quarto semestre de 2013; na mesma época em 2014, foram pouco mais de US$ 800 milhões (R$ 2,3 bi).

Está na hora da Samsung se reinventar ou mudar de estratégia na divisão mobile. Antes "líder suprema", hoje a companhia tem concorrentes de peso que utilizam o mesmo sistema operacional — um dos fatores decisivos para a compra. LG, HTC, Sony e até a recém-chegada Xiaomi são algumas das marcas que oferecem aparelhos top de linha com diferenças substanciais em seus smartphones ao longo dos anos — e até melhores em alguns quesitos.

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