(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

Exércitos de todo o mundo continuam investindo em tecnologias pesadas para as batalhas que um dia podem ser travadas — até mesmo os países mais pacíficos precisam de tropas para garantir a hegemonia de seus territórios. Mas não são somente armas de destruição em massa e mísseis guiados por computador que são desenvolvidos pelos institutos de pesquisa mais poderosos do planeta.

O que também é construído pelos países são mecanismos de testes para garantir a sobrevivência dos soldados. Um ótimo exemplo disso está no “Porton Man”, um soldado robótico que está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia da Defesa do Reino Unido. Mas não espere que ele seja equipado com mísseis nos ombros ou lança-chamas nas mãos: o Porton Man tem outras funções.

Mas quais as funcionalidades do novo herói cibernético da Grã-Bretanha? Se ele não pode atacar inimigos, por que faria sentido investir largas quantidades de dinheiro na produção dele? É o que nós vamos descobrir agora mesmo! Será que você já imagina quais são as grandes responsabilidades do novo soldado robótico que o exército britânico criou?

O que faz?

Você deve imaginar que soldados não entram em campos de batalha conhecendo todos os elementos que vão enfrentar. Há locais com contaminações químicas, e isso pode comprometer — e muito — a saúde dos combatentes ou agentes de resgate. É por isso que trajes especiais são tão necessários em diversos momentos e nas mais variadas situações.

Mas como testar um traje especial sem comprometer um ser vivo — seja ele humano ou não? A resposta do departamento de defesa do Reino Unido está no Porton Man! Exatamente, a grande função do robô criado pelos britânicos é testar trajes e sistemas de proteção contra agentes químicos que possam causar problemas para qualquer pessoa.

Em resumo, o que o projeto do Laboratório de Ciência e Tecnologia da Defesa do Reino Unido faz é ser usado como cobaia para que os pesquisadores consigam entender perfeitamente como são os resultados de testes reais com os mais diversos agentes químicos. Nesse tipo de teste eles conseguem saber o que é barrado pelos trajes, por exemplo, além de saberem o que continua afetando os soldados.

Mas é claro que isso vai muito além do formato dele. O Porton Man é diferente de tudo o que já foi usado nos departamentos de defesa por apresentar várias possibilidades aos pesquisadores.

O que ele traz de novo?

Desde os anos 1990 já são usados manequins para ajudar nos testes de trajes de proteção contra armas químicas, biológicas e radiológicas. Mas, até então, tudo o que existia era fixo e não permitia simulações reais de movimentação nos experimentos. E essa é uma das principais mudanças trazidas pelo novo robô do exército britânico.

(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

Com articulações e movimentações realistas, os pesquisadores podem saber se a movimentação dos soldados afeta as capacidades de proteção de cada traje — incluindo em situações de agachamento ou quando os combatentes estão de joelhos, o que poderia causar lesões nas roupas especiais. Outra grande mudança está nos sensores utilizados pelo projeto.

O Porton Man possui 100 sensores espalhados pelo corpo, fazendo com que seja possível avaliar a quantidade de elementos químicos e radioativos que passam pelas proteções e afetam os soldados. Esses sensores também pode gravar dados para que tudo seja analisado depois, garantindo maior eficiência do que qualquer outro projeto similar que esteja disponível atualmente.

Tecnologia de Fórmula 1

Os desenvolvedores do projeto são cientistas da empresa i-body, que fica baseada em Buckingham. Um executivo da companhia disse ao site da BBC que foram coletadas informações de 2.500 soldados para que as movimentações do Porton Man fossem as mais realistas possíveis. E a composição do robô utiliza partes de carbono ultraleves e resistentes, importadas diretamente dos carros de Fórmula 1.

(Fonte da imagem: Reprodução/YouTube)

Somente dessa forma é que eles conseguiram criar o Porton Man como um manequim de alta tecnologia, contando com a velocidade necessária para as simulações e também com a facilidade no manuseio. Todo o robô pesa apenas 14 kg — muito menos do que o antecessor, que pesava 80 kg e oferecia muito menos mobilidade aos pesquisadores.

Mais realismo para os testes

Com tudo o que já foi falado — mobilidade, velocidade e facilidade no manuseio —, o Porton Man se torna uma excelente ferramenta para o Laboratório de Ciência e Tecnologia da Defesa do Reino Unido. O robô consegue oferecer o que os pesquisadores precisam para realizar os testes dos trajes diretamente nas câmaras em que são aplicadas as liberações de elementos químicos.

Dessa forma, o exército britânico pode ter melhores resultados nos testes e mais confiabilidade para levar aos que serão testados e depois utilizados pelos soldados. Cientistas do departamento de defesa britânico admitem que os novos equipamentos devem colocar o Reino Unido em melhores condições para testar a próxima geração de trajes de proteção do que outros países.

Quanto custa?

É claro que desenvolver um projeto de alta tecnologia não é nada barato. Até agora, os desenvolvedores do Porton Man já desembolsaram £ 1,1 milhão — algo que ultrapassa a casa dos R$ 4 milhões. Mais ainda deve ser investido para que o robô se torne uma referência mundial, principalmente com testes e novos trajes que devem ser utilizados para comprovar a eficiência dele.

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Gostou de conhecer o novo robô britânico que pode roubar a cena dos testes de trajes resistentes a diversos elementos — não apenas químicos, mas também a armas biológicas e outros materiais radioativos, como já dissemos? Será que em alguns anos ele já estará ajudando os departamentos de defesa a criarem trajes mais eficientes para os soldados?

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