Nesta terça-feira (16), a conferência TED Talks convidou ninguém menos que Jack Dorsey, CEO do Twitter, para falar sobre a própria rede social e como ele pretende resolver os problemas da plataforma. As propostas incluem coisas como focar mais em métricas de uso diário para garantir que o Twitter está oferecendo uma experiência para a qual as pessoas querem retornar.

Mas o que chamou mesmo a atenção foi a ideia de alguém da produção de colocar um telão logo atrás de Dorsey mostrando tweets ao vivo que utilizavam a hashtag #AskJackAtTED. Afinal, o que poderia dar errado ao abrir um espaço para comentários na internet e pedir para que as pessoas mandassem perguntas para alguém que não é muito popular na rede?

As mensagens do painel logo desandaram e viraram perguntas espinhosas. Alguns exemplos incluem “Como você se sente por dar uma plataforma para pessoas que são literalmente nazistas?” e “Por que você ignora o assédio que as mulheres sofrem no Twitter?”. Muitos também questionaram o motivo de a rede social não ter feito nada sobre as ameaças de morte que a deputada Ilhan Omar vem recebendo nos últimos dias.

Dorsey tentou dar respostas para algumas das críticas, afirmando que a plataforma proíbe imagens que façam alusão à organização racista Ku Klux Klan, mas isso não foi suficiente para aplacar os usuários, que continuaram reclamando pelo fato de o executivo não apresentar propostas concretas para melhorar o ambiente na rede.

Em meio ao mar de críticas, a organização acabou desligando o telão antes de o evento acabar. Um representante da TED chegou a dizer que eles nunca pretenderam deixar as perguntas abertas durante toda a fala do executivo, mas muita gente que mandou tweets na hora não comprou muito essa ideia de que tudo saiu como planejado.