Outro dia mesmo o Facebook anunciou que já chegou ao número de 1 bilhão de contas bloqueadas em sua plataforma. Agora, um estudo realizado em conjunto, pela Universidade de Nova York e pela Universidade de Stanford, analisou a quantidade de links gerados por sites de fake news de janeiro de 2015 a julho de 2018.

A pesquisa mostra que esses links tiveram um aumento constante de compartilhamentos no Facebook e no Twitter até o final de 2016. Depois desse período, começaram a cair, mas apenas no Facebook, onde a queda no volume de fake news chegou a aproximadamente 60% em relação ao Twitter. Já a quantidade de outros tipos de conteúdos se manteve estável em ambas as plataformas, lembrando que as eleições presidenciais nos EUA aconteceram em novembro de 2016.

Há algumas semanas, a União Europeia afirmou que, a partir de sua nova legislação, poderia vir a multar as empresas que não removerem conteúdo que incite ao ódio ou à intolerância dentro de 60 minutos depois de identificados. À época, houve denúncias, também, de que o processo eleitoral americano fora influenciado por bots.

Todo esse conjunto de fatores tem incentivado Zuckerberg a tomar medidas mais eficazes no combate às fake news, como banir contas falsas no momento em que são criadas, manter parcerias com portais que verificam a veracidade dos fatos descritos nos links e reduzir o alcance de sites de notícias, mesmo os considerados confiáveis.

Progressão de compartilhamentos de notícias

Abaixo consta a progressão de compartilhamentos de notícias no Facebook e no Twitter no mesmo período (JAN/2015 a JUL/2018). De cima para baixo e da esquerda para a direita (grandes sites, pequenos sites, negócios e cultura, fake news):

Facebook

Twitter

Apesar do avanço do Facebook no combate às fake news, há um longo caminho a se percorrer. Esse tipo de conteúdo ainda atinge o alarmante número de 70 milhões de compartilhamentos por mês, o que é mais que suficiente para poluir o ecossistema de informações a ponto de torná-lo pouco considerável.

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