Quando testemunhou diante do Congresso dos Estados Unidos sobre o escândalo de uso indevido de dados envolvendo a empresa de consultoria política Cambridge Analytica, Mark Zuckerberg deixou claro que várias das dúvidas dos parlamentares seriam esclarecidas em um documento a ser publicado no futuro pelo Facebook.

Esse dia chegou e a companhia publicou mais de 450 páginas com respostas a algumas das perguntas feitas durante a sessão e também para as mais de 2 mil questões enviadas por senadores após o depoimento. No entanto, como notam Gizmodo e The Verge, as respostas seguiram um padrão parecido com o dos comentários feitos pelo próprio Zuckerberg.

Em alguns casos, o Facebook optou por utilizar palavras diferentes para descrever praticamente a mesma coisa da pergunta. Quando questionado sobre oferecer publicidade direcionada que exclui pessoas com base na etnia delas, a empresa disse que não faz isso, mas que pode direcionar propaganda com base na “afinidade multicultural”.

As respostas seguiram um padrão parecido com o dos comentários feitos pelo próprio Zuckerberg durante a audiência.

Outra pergunta queria saber se é verdade que o Facebook guarda o registro do IP de todas as pessoas que já fizeram login na rede, mas a companhia evitou dizer “sim” ou “não” na resposta, preferindo descrever como o usuário pode baixar a lista completa com todos os endereços IP associados a conta deles.

Os documentos do Facebook podem ser lidos na íntegra aqui e aqui e contém ainda respostas sobre outros tópicos, como as acusações de que a rede teria censurado páginas conservadores ou teria dado tratamento preferencial à campanha presidencial de Donald Trump em detrimento da democrata Hillary Clinton. Nos dois casos, o Facebook nega ter atuado a favor de um ou outro posicionamento político.

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