As celebridades vão morrer

Fonte da imagem: Keep a Child Alive

O projeto “Keep a Child Alive” (mantenha uma criança viva) acaba de ganhar apoio de peso. A partir do dia 1 de dezembro (dia mundial de combate à Aids), celebridades como Lady Gaga, Usher, Jenniffer Hudson, Ryan Seacrest e muitos outros vão deixar de acessar suas redes sociais até que o projeto consiga angariar a quantia de um milhão de dólares.

Chamado de Digital Life Sacrifice (sacrifício da vida digital), a iniciativa da cantora Alicia Keys acredita que as pessoas vão doar alguma quantia para receber as informações de seus ídolos em primeira mão novamente. Entretanto, o projeto possui um significado ainda mais profundo.

Choque para acordar

De acordo com a intérprete, “É importante chocar as pessoas a ponto de acordá-las. Não que elas não se importem ou não queiram ajudar, é que nas coisas nunca são pensadas nesses termos. Essa é uma forma um tanto direta emocionalmente e até sarcástica de realmente chamar a atenção”.

Já Leigh Blake, presidente e co-fundador da “Keep a Child Alive”, completa que a iniciativa tenta “fazer um tipo de apontamento: porque nos importamos tanto com a morte de uma celebridade em oposição a de milhões e milhões de pessoas à nossa volta?”. Enquanto as mortes das celebridades são apenas virtuais, pessoas morrem todos os dias vítimas de complicações da Aids.

A fundação vai aceitar doações através de mensagens de texto e escaneamento de código de barras. Todo o dinheiro arrecadado será revertido para ajudar famílias afetadas pelo vírus HIV/Aids tanto na África quanto na Índia. Só Lady Gaga, por exemplo, possui cerca de 7 milhões de seguidores no Twitter, ou seja, se cada um doar um dólar, ela já teria arrecadado o previsto pela iniciativa e muito mais.

As celebridades participantes gravaram um vídeo para o Digital Life Sacrifice, em que aparecem deitados em caixões e lembram o motivo da campanha. Ele deve ser vinculado amanhã, juntamente com a última "twittada" de cada um, dando início ao projeto no Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Apesar de não dar um “preço” para as "twittadas" de celebridades, a iniciativa faz com que os fãs colaborem para “reviver” os artistas prediletos na web. Será que suas "twittadas" e posts no Facebook também valem tudo isso?

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