Mais cedo, publicamos uma matéria contando sobre os novos headsets de realidade virtual da Acer, os Windows Mixed Reality, que têm esse nome porque seguem a ideia da Microsoft: integrar ambientes reais e virtuais, em vez de apenas criar novos cenários nas telas dos dispositivos. Agora, contamos para você como foi utilizar esses equipamentos.

Em um evento realizado em Nova York, o TecMundo teve acesso aos novos dispositivos — que ainda estão em desenvolvimento, mas que devem ser lançados no mercado até o final de 2017. Infelizmente, não era permitido gravar ou tirar fotos na cabine de testes, mas ainda assim a experiência foi interessante.

A experiência "Mixed"

Uma das maiores dúvidas em relação ao “mixed reality” é o motivo pelo qual ele é “Misto” e não “Virtual”. Pois nós tivemos a resposta para isso conversando com Greg Sullivan da Microsoft. Ele nos contou que a proposta da Microsoft é fazer com que ambientes sejam integrados em vez de vermos apenas uma troca de cenários. A Acer aceitou a proposta e o WMR surgiu dessa parceria.

Nós pudemos testar um ambiente bem interessante da plataforma Mixed criada para o evento. Utilizando um computador com Windows 10 e um controlador de Xbox, pudemos nos locomover por uma casa virtual e ter acesso aos mais diversos aplicativos de um computador comum — sendo que cada um deles era exibido como se fosse uma TV. Até aí nada “mixed”, mas logo em seguida tivemos acesso à novidade.

O headset Windows Mixed Reality da Acer possui duas câmeras na parte frontal e elas são usadas para medir os ambientes e criar barreiras que impeçam os usuários de se machucar. Por exemplo: as paredes reais de uma casa são transformadas em cercas que impedem o usuário de ir além dos limites de um mirante em um precipício de Seattle — exemplo ao qual tivemos acesso. O tracking das câmeras é permanente e isso significa que o ambiente virtual responde muito bem aos movimentos do corpo e da cabeça.

Isso é bem diferente do “Mixed” do HoloLens, em que os ambientes reais são mostrados na tela e permitem que sejam usadas holografias para a interação entre os ambientes. Mesmo assim, ainda não é possível dizer se essa diferença permanecerá na versão que chegar aos consumidores.

Mas na maior parte do tempo é VR mesmo!

Apesar de se vender como Mixed, na maior parte do tempo o sistema da Acer é um headset VR. É possível assistir a vídeos imersivos em 360 graus, reproduzir apps e várias outras funções que já vemos em outros competidores.

Leveza e conforto, sem enjoo

O dispositivo possui 350 gramas (mais cabo) e não é considerado muito pesado. Em nossos 10 minutos de utilização, ele se mostrou bem confortável e garantiu que as experimentações terminassem sem qualquer dor no pescoço. Vale dizer que fizemos um teste usando óculos e também não houve qualquer interferência ou incômodo.

Nosso "tester" em uma realidade virtual na qual ele ainda tem cabelo

Um medo que todos têm ao usar sistemas VR: ele dá enjoo ou tontura? Nossa experiência com o headset da Acer foi de apenas 10 minutos, mas nesse tempo não houve nenhum tipo de problema. Pelo menos não durante o funcionamento correto do sistema — há apenas uma ressalva para um pequeno travamento que mostrou um cenário muito quadriculado e isso acabou complicando as coisas um pouco.

Não é um HoloLens

Apesar de se esperar uma experiência totalmente imersiva como a do HoloLens, o headset da Acer não é exatamente isso. Enquanto o modelo da Microsoft é um PC completo e que usa uma versão exclusiva do Windows (Holographic), o Headset Mixed Reality da Acer é um acessório para PCs com Windows 10.

A experiência é boa? É, com certeza! É muito fluida e fácil de ser utilizada, mesmo para quem não tem familiaridade com os controladores do Xbox. Mas, apesar da promessa de ser Mixed, ele ainda se mostra muito mais VR do que MR — e isso, honestamente, não é um problema.

Vale dizer também que a experiência do Mixed Reality headset da Acer deve ser bem mais barata que a do HoloLens. De acordo com o que está sendo cogitado, o dispositivo vai chegar ao mercado por US$ 300... Ou seja: 10% do valor visto no headset da Microsoft e um preço mais baixo do que o visto em modelos como o HTC Vive ou Oculus Rift.

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O TecMundo foi até o evento Next@Acer a convite da Acer

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