(Fonte da imagem: Reprodução/Chipworks)

O PS4 mal tem uma semana de vida e, por enquanto, os jogos ainda não extraem a máxima capacidade do console. Além de não termos ideia da potência, não sabemos de detalhes internos complexos, como a arquitetura usada na construção de cada peça do aparelho – a não ser que você desmonte-o completamente e disseque cada componente, como fez o pessoal do Chipworks.

Assim como no caso do Xbox One, o processador SoC (system on a chip) do PS4 é uma APU personalizada fabricada pela AMD que representa um grande salto se comparado com a geração anterior. Para começar, a arquitetura usada é de 28 nm e baseada nos produtos Jaguar/Kabini, uma das mais recentes da fabricante. A maior prova disso é que os pequenos cores x86 medem cerca de 3,1 mm², mesmo tamanho dessas peças. Na imagem com separações, as "caixas" que agrupam os quad-cores são responsáveis pela memória cache L2.

Espaço para a GPU

Ao todo, o SoC mede 328 mm² e usa um layout de memória baseado na GPU, que ocupa um terço do total da peça e contém 20 cores gráficos (sendo que duas dessas unidades ficam permanentemente desativadas). Em questão de desempenho, ela está entre os modelos Radeon HD 7850 e 7870. Um zoom no transistor revela ainda um método de fabricação parecido com esses modelos.

Esse tamanho todo é explicado facilmente: a Sony precisava passar para a nova geração com alto processamento gráfico sem deixar que o Xbox One ficasse sozinho no mercado. Por isso, ela foi obrigada a correr e a usar a arquitetura de 28 nm em vez da de 20 nm, que demoraria até um ano para estar pronta, mas diminuiria consideravelmente o tamanho do console.

Além disso, por serem bem maiores e mais potentes que os do PS3, os componentes internos foram organizados para ajudar na dissipação de calor. Como curiosidade, o design escolhido é parecido com o que foi usado no Wii U, apesar da notável diferença de potência entre ambos os aparelhos.

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