Os notebooks são ferramentas práticas para quem precisa trabalhar ou quer apenas se divertir e não dispensa a questão da mobilidade. Todavia, quando o assunto são jogos, os aparelhos mais simples do segmento se mostram bastante limitados.

Já existem vários aparelhos da categoria equipados com placas de vídeo robustas, mas não é todo mundo que tem a coragem de investir uma fortuna nos modelos gamers, isso sem contar questões como mobilidade e energia que são limitadas nesses laptops.

Essa é uma dificuldade que as fabricantes enfrentam faz tempo, mas que vem sendo resolvida nos últimos anos. Os atuais aparelhos gamers já apresentam placas de vídeo razoáveis sem sacrificar tanto a bateria e a portabilidade. Entretanto, não é todo mundo que vai ter dois notebooks ou que vai se dar o luxo de trocar o atual equipamento por um novo.

Assim, é natural buscar alternativas para melhorar os equipamentos comuns, algo que, vez ou outra, é possível através da substituição de componentes. Trata-se de uma prática simples no caso da troca do dispositivo de armazenamento, mas seria possível fazer um procedimento similar com a placa de vídeo? Existe alguma peça para incrementar a performance nos jogos?

Uma nova categoria de produtos

A resposta curta para essas perguntas é: sim, existem produtos que são focados na melhoria dos gráficos para notebooks. Marcas como Alienware, Razer, PowerColor, Akitio e Gigabyte (com sua linha de produtos Aorus) possuem algumas soluções para tal incremento em gráficos.

Os produtos são pequenas caixas que comportam toda a estrutura necessária para acomodar uma placa de vídeo comum, dessas que são utilizadas nos desktops. Dentro, eles trazem um slot PCI-Express 3.0 para você instalar a placa e cabo de energia para alimentar a GPU.

As especificações e o suporte para os produtos varia de acordo com o modelo em questão. O Razer Core, que custa aproximadamente 500 dólares, conta com uma fonte de 500 watts e apresenta várias portas USB para você expandir ainda mais a conectividade do seu laptop.

Para muitos desses dispositivos, o processo é bastante simples: basta você comprar uma caixinha dessas e uma placa de vídeo compatível (é importante chegar ao site da fabricante quais modelos podem ser utilizados, já que existem limitações de espaço e energia).

Depois, tudo que é preciso fazer é: abrir a caixa, instalar a placa de vídeo, plugar os cabos (de energia da placa de vídeo e o cabo principal na tomada) e conectar o produto ao notebook.

No caso de aparelhos como o Aorus Gaming Box, a vida fica ainda mais fácil, pois esse equipamento já traz uma GeForce GTX 1070 instalada de fábrica, então não é preciso qualquer ação por parte do usuário, além da conexão dos cabos.

Somente com a tecnologia Thunderbolt 3

Legal, mas como faz para conectar essa caixinha ao notebook? Bom, aí é que está o grande problema e limita bastante a utilização desses produtos. As atuais gaming boxes requisitam uma porta do tipo USB-C para transferir os dados da placa de vídeo para o notebook (e vice-versa). No entanto, não estamos falando de qualquer USB.

Como a placa de vídeo processa uma quantidade monstruosa de dados, é preciso ter uma conexão muito veloz para conseguir entregar todos os resultados para exibir na tela do laptop. A solução encontrada pelas fabricantes foi utilizar a tecnologia Thunderbolt 3, da Intel, para conseguir realizar a comunicação entre os componentes no tempo hábil.

Então, o grande "x" da questão é que somente aparelhos muito recentes, avançados e caros possuem tal porta de expansão. A lista de modelos com Thunderbolt 3 é composta por produtos como Macbook, Dell XPS, HP Elite X2 e outros similares. Isso significa que somente notebooks na casa dos 6 ou 7 mil reais para cima são compatíveis com essas gaming boxes.

É importante ficar ligado ainda que somente alguns aparelhos que recebem as devidas configurações das fabricantes realmente darão o suporte para placas de vídeo externas (eGPU). Então, somente alguns modelos selecionados poderão efetivamente desfrutar dessa performance gráfica extra.

No fim das contas, se você somar o valor do notebook (vamos pensar em 6 mil reais), mais a gaming box (que normalmente não sai por menos de 250 dólares, o que dá quase 800 reais) e mais a placa de vídeo (como uma GTX 1060, que vai custar cerca de 1,2 mil reais), será preciso desembolsar um total de 8 mil reais.

Somente o setup da gaming box sai por no mínimo 2 mil reais (isso considerando produtos mais baratos). Então, podemos dizer que essa não é uma solução projetada para qualquer consumidor, já que os notebooks compatíveis são limitados a um público endinheirado.  

Uma gambiarra para notebooks mais baratos

Conforme comentamos, as gaming boxes não são soluções acessíveis para todos os consumidores, mas há algumas formas alternativas de incrementar o desempenho gráfico de outra maneira em alguns notebooks mais simples.

Com a utilização da conexão mPCIe (mini PCI-Express) ou de um ExpressCard — soluções presentes em alguns laptops —, é possível conectar placas externas. Assim, o consumidor pode adquirir uma placa adaptadora de PCI-Express (como a BPlus PE4C v3.0) para ligar sua placa de vídeo ao notebook.

É claro que não é uma solução tão pronta e fácil como as gaming boxes, sendo que, dependendo do tutorial que você seguir, pode ser necessário fazer algumas “gambiarras”. No geral, você vai precisar no mínimo seguir alguns procedimentos com placas eletrônicas e ter um bom nível de conhecimento de hardware.

Se você entende um pouco de inglês e quer um tutorial completo, recomendamos a solução da PC World. É uma forma barata de resolver o problema, já que é possível instalar uma GPU externa gastando bem menos e melhorando o desempenho daquele laptop mais fraquinho, mas ela não é tão bonita e nem tão fácil — ainda mais que as peças são raras no Brasil.

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