Há quem acredite que os Jogos Olímpicos trazem à tona apenas o esforço em suor e músculos de milhares de atletas vindos de todo o mundo, com cada um deles dando o seu máximo por medalhas, reconhecimento ou para representar seu país. O evento esportivo, no entanto, também é uma ótima oportunidade para os testes de novas e impressionantes tecnologias. É caso de um novo sistema fotográfico feito especificamente para clicar cada braçada dos competidores nas piscinas da Rio 2016.

Para garantir uma boa leva de imagens aquáticas nesta edição brasileira da Olimpíada, a Getty Images – uma das maiores e mais populares agências de fotos do mundo – colocou um presentinho extra na bagagem de seus funcionários: um equipamento robótico feito sob medida para o trabalho submerso. Assim, os fotógrafos Al Bello, Clive Rose e Adam Pretty forma à Cidade Maravilhosa preparados para cuidar de seu novo aliado de profissão – que chega para ajudar, e não substituir, os humanos.

Até agora, o trabalho desse pessoal envolvia fazer um mergulho antes das competições para posicionar seu equipamento no fundo da piscina, contando apenas com a experiência e uma boa dose de sorte para registrar os melhores momentos das disputas. Afinal, a estrutura que abrigava as câmeras ficava fixa, servindo somente como destino para o disparador remoto dos profissionais. Como é possível conferir no vídeo acima, o novo recurso faz com que esse cenário mude bastante, tornando tudo bem mais flexível e dinâmico.

Isso porque o robô dá total controle da situação aos fotógrafos, graças a uma movimentação baseada em três eixos e à transmissão da cena visualizada pelas máquinas em tempo real. Essa dupla permite que seja possível acompanhar tranquilamente a passagem dos atletas nas mais diferentes modalidades de natação, dando acesso aos mais variados ângulos e momentos do esporte. Até mesmo características como mudança de zoom e alteração das configurações das fotos pode ser realizada por esse novo sistema.

O mais legal de tudo é que os profissionais não demonstraram estar nem um pouco intimidados pela novidade. Em entrevista à CNN, por exemplo, Bello disse que o kit é só mais uma ferramenta para ajudar ele a tirar boas fotos. “Um robô não pensa por si mesmo ou elabora ideias, mas pode nos ajudar a fazer cliques de forma uma forma mais eficiente do que antes”, completou. No fim, fica a torcida para que a Google ou outra empresa de tecnologia com projetos de IA não tome isso como um desafio e refine o recurso nos próximos anos.

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