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A empresa responsável pela idealização e produção do Virtuix Omni arrecadou seus US$ 3 milhões via Kickstarter. Um dos primeiros periféricos exclusivos a haedsets de realidade virtual (VR) está prestes a chegar de fato aos lares norte-americanos: até o momento, mais de 3 mil unidades do dispositivo foram encomendadas (o valor do aparelho fica em US$ 499). O mês de setembro é sondado como o período de lançamento do produto.

Mas os óculos de VR ainda não são plataformas padrões. Significa então que “a carroça está à frente dos bois”? Em entrevista ao portal GameIndustry, Jan Goetgeluk, CEO da Virtuix Omni, afirmou que as tecnologias de realidade virtual “estão aqui para ficar desta vez”. O comentário do executivo não se limita a fazer auspiciosas projeções ao periférico desenvolvido pela empresa. De acordo com Goetgeluk, todo o campo de VR está florescendo.

“[Os recentes acontecimentos, como a compra da Oculus VR pelo Facebook e a apresentação do Project Morpheus pela Sony] certamente validam o que temos apresentado a nossos investidores: a VR está prestes a se tornar uma nova plataforma de massa para o mercado, com aplicações que vão para além dos jogos”, afirmou o CEO da fabricante. “Atividades sociais, exercícios físicos, você pode pensar em várias formas de uso... A realidade virtual não está restrita ao público gamer – o que deve fazer da VR uma plataforma padrão”.

A VR veio para ficar

Os periféricos de VR parecem não ser uma “moda passageira”, conforme bem observa Goetgeluk. E não acreditar na patente implementação destes acessórios pela grande indústria é, também segundo o executivo, resistir a um fato dado. “Esta não é uma moda passageira ou ‘uma coisa divertida de se ter’. Esta é uma experiência incrível e também uma nova abordagem de vários aspectos de nossa vida diária. Nossos investidores experimentaram isso e foram convencidos – por isso financiaram o projeto”, explica ainda Goetgeluk.

Várias aplicações

A Omni VR admite enfrentar ainda desafios neste período inicial de desenvolvimento do Virtuix Omni – questões como interação entre hardware e usuário por meio do toque (Haptics, leia mais aqui) são de fato pontos delicados enfrentados por desenvolvedores. De qualquer forma, Goetgeluk é firme em dizer que a empresa está um passo à frente no campo da realidade virtual. “Em tecnologia, ou se está atrasado ou se está adiantado. Então estamos certamente adiantados, mas esta não é uma posição necessariamente ruim”, disse o CEO.

(Fonte da imagem: Reprodução/Niubie)

Por fim, Goetgeluk evidenciou as potencialidades de toda a tecnologia de VR: aplicações com finalidades médicas, atividades sociais e a execução de exercícios físicos, por exemplo, são algumas das atividades que poderão ser executadas a partir de periféricos como o Virtuix Omni. “Certamente queremos tornar o aparelho viável o mais rápido possível para que as pessoas possam experimentá-lo; somente depois disso é que todos vão perceber o verdadeiro potencial do acessório”, concluiu o entusiasmado executivo.

Via BJ

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