Alguns anos atrás, a Nokia era a grande líder da telefonia móvel em todo o mundo. A Samsung ainda estava longe de ser o que era e a Apple ainda nem sonhava em ter um dos aparelhos mais desejados do mundo. Porém, o tempo passou e algumas decisões mal feitas fizeram a empresa finlandesa perder – e perder muito – espaço para as concorrentes.

O futuro da companhia estava traçado e aparentava ser perfeito. Como lembra o The Verge, parecia que nada poderia parar a Nokia quando os aparelhos 770 e N800 (que traziam o sistema Maemo) chegaram ao mercado. Touchscreen de qualidade (mesmo sendo resistivo) e muitas aplicações profissionais faziam deles as grandes promessas para o ano de 2007, com muitas outras tecnologias inovadoras.

Mas algo deu errado. E o que seria?

Segundo uma entrevista que Frank Nuovo (um ex-chefe de design da Nokia) deu ao The Wall Street Journal, a grande vilã de toda a história foi uma sequência de decisões erradas. Para começar, uma enorme quantidade de dinheiro foi depositada em departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento sem que houvesse controle substancial e resultados promissores.

N800, a aposta no Maemo em 2007 (Fonte da imagem: Divulgação/Nokia)

Com isso, a empresa foi obrigada a vender parte de seu gigantesco portfólio de patentes, que era estimado em cerca de 6 bilhões de dólares. Outra decisão equivocada da companhia finlandesa está na falta de concentração em software. Desde sempre, a Nokia foi conhecida por produzir aparelhos de ótima qualidade, mas quando outros sistemas operacionais começaram a se sobressair em relação ao Maemo e Meego, os aparelhos saíram do foco.

O que fazer para reverter isso?

É evidente que a Nokia ainda está muito longe de desistir da luta pelo mercado. Os investimentos na parceria com a Microsoft geraram bons frutos, e os aparelhos Windows Phone têm obtido bons números de vendas. Em um recente pronunciamento do CEO Stephen Elop, a empresa deixou claro que quer se tornar a “Companhia ‘Onde?’”.

Windows Phone pode ser a salvação (Fonte da imagem: Divulgação/Nokia)

Isso acontece porque a Google é a empresa “O que?” e o Facebook é o grande “Quem?” da tecnologia. Os constantes investimentos em serviços de localização provam que isso pode ser um ótimo caminho para a Nokia. Com os próximos avanços, é possível até que os smartphones consigam entender quais são os gostos dos consumidores, apenas com base na análise da localização.

Independente de qual seja o foco da Nokia, é importante torcer para que ela volte a fazer parte do topo do mercado. Afinal de contas, a empresa fez parte da vida de grande parte das pessoas ligadas à tecnologia e ainda tem muito a oferecer para os consumidores.

Fontes: Slash Gear, The Verge e The Wall Street Journal

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