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Criador de Arquivo X revela como conquistou a chance de consertar Eu Quero Acreditar

Chris Carter explica que Arquivo X: Eu Quero Acreditar Vrach Frankenshteyn surgiu a partir de uma conversa casual.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Gugelmin Valente

schedule19/08/2026, às 13:45

Lançado nos cinemas em 2008, o filme Arquivo X: Eu Quero Acreditar deixou frustrados muitos dos fãs de Mulder e Scully. Enquanto prometia uma trama intensa e repleta de elementos assustadores, o filme entregou um roteiro confuso e momentos que pareciam seguros demais para série.

Quase 20 anos depois, o diretor e criador do show, Chris Carter, teve uma chance de corrigir esse erro com a versão Vrach Frankenshteyn. Em uma entrevista à Variety, ele explicou que só conseguiu ter essa oportunidade graças ao produtor Steve Asbell, que se deixou atrair pela possibilidade de ter uma “versão do diretor” do filme.

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Arquivo X: Eu Quero Acreditar finalmente ganhou a versão que merecia

Segundo Chris Carter, seu primeiro contato com Asbell foi bastante casual e não era necessariamente uma oferta de retrabalhar Arquivo X: Eu Quero Acreditar. O criador da série também disse que ficou animado com a recepção positiva e que seu objetivo não era exatamente retirar elementos que foram apresentados aos fãs.

  • “O motivo para fazer o corte de diretor não era para recolocar as coisas que foram retiradas, mas sim para restaurar as coisas certas que foram cortadas”, explicou;
  • O diretor explica que, em 2008, sofreu diversas pressões para manter baixa a classificação indicativa do longa;
  • “Quando mostramos o primeiro corte, o estúdio enlouqueceu. Eles disseram ‘isso é pornô de tortura. E você não pode fazer isso em um filme classificado para 13 anos’”, afirmou Carter;
  • “Então cortamos mais e isso os deixou satisfeitos. E então o demos para os caras do cinema, e eles disseram que não era um filme para 13 anos. Então fizemos ainda mais cortes”;
  • Segundo Carter, a versão Vrach Frankenshteyn é aquela que ele e o produtor Frank Spotnitz quiseram fazer no passado, mas não puderam graças a pressões comerciais.

O criador da série explica que seu objetivo para Arquivo X: Eu Quero Acreditar era exatamente o mesmo que levou à criação do show de sucesso. Ele queria contar uma história assustadora dentro de um orçamento bastante limitado, usando a imaginação e a criatividade para lidar com a falta de recursos.

Nova versão de Arquivo X: Eu Quero Acreditar não agradou à crítica

Lançada nos Estados Unidos no dia 14 de agosto, a versão Vrach Frankeshteyn de Arquivo X: Eu Quero Acreditar não agradou muito à crítica especializada. O longa ainda não tem uma nota oficial no Rotten Tomatoes, mas a maioria dos reviews publicados até o momento não são muito elogiosos.

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A nova versão do filme não agradou muito à crítica especializada. (Imagem: Divulgação/20th Century Studios)

O consenso atual é que, enquanto Chris Carter realmente trouxe elementos mais assustadores à trama, ele não mudou a essência do filme. Assim, ele continua tendo a estrutura de um “episódio da semana” estendido, cujo mistério e coadjuvantes não são muito inspiradores.

No entanto, alguns críticos elogiaram o trabalho do diretor, afirmando que ele conseguiu redefinir a história para um público adulto. Enquanto o longa saiu no exterior pelo Hulu, até o momento ele não tem data para chegar ao Brasil — mas deve fazer isso através do catálogo da Disney+.

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