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Emily Blunt explica por que recusou uso de IA em Dia D, de Steven Spielberg

Segundo Emily Blunt, um dos trechos mais perturbadores de Dia D foi feito somente com sua voz e algumas edições.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Gugelmin Valente

schedule03/06/2026, às 08:15

Com estreia marcada para o dia 11 de junho, Dia D (Disclosure Day) mostra o diretor Steven Spielberg voltando a lidar com grandes conspirações e momentos perturbadores envolvendo alienígenas. E enquanto o cineasta não necessariamente rejeita o uso de tecnologias de inteligência artificial, a protagonista Emily Blunt se recusou a fazer isso nos trechos dos quais faz parte.

Em uma participação no quadro Hot Ones, do canal First We Feast, a atriz explicou os motivos pelos quais rejeita o uso da tecnologia. Ela também compartilhou que foi a responsável por um dos momentos mais perturbadores do longa, no qual seu personagem começa a fazer sons bizarros em meio a uma transmissão televisiva.

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Por que Emily Blunt rejeitou uso de IA em Dia D?

Conforme explicou a atriz em sua participação no Hot Ones, um dos trechos mais marcantes de Dia D tem cerca de quatro minutos de duração. Nele, a personagem Margaret Fairchild — uma meteorologista de Kansas City — começa a emitir sons bizarros durante uma transmissão vivo.

  • “Havia diversas maneiras de fazer isso. Poderíamos ir pela rota da IA, que me aterroriza. Eu pensei que poderia fazer alguns sons reais e muitos estranhos”, explicou;
  • A atriz compartilhou que foi a única responsável pelos sons de cliques, respirações estranhas e sussurros que o público de Dia D vai poder conferir;
  • Os efeitos vistos em tela foram possíveis porque sua atuação foi capturada por dois microfones, que criaram um loop sonoro único;
  • A partir do material capturado, o designer de som do filme foi o responsável por dar o toque final à cena.

Essa não é a primeira vez que a atriz indicada ao Oscar por Oppenheimer fala publicamente sobre sua rejeição à IA. Durante a divulgação de Coração de Lutador: The Smashing Machine, ela afirmou que “atrizes artificiais” como Tilly Norwood eram assustadoras por sua capacidade de eliminar conexões humanas.

Dia D vai na contramão de uma tendência de Hollywood

A rejeição de Blunt acontece em um momento no qual muitos dos grandes estúdios estão cedendo espaço para a inteligência artificial. A Amazon MGM Studios confirmou recentemente um novo Fundo de Criadores, que tem como principal objetivo dar mais espaço para obras que se baseiam no uso da tecnologia.

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A atuação de Emily Blunt é um dos grandes destaques de Dia D. Imagem: Divulgação/Universal Pictures

A situação evidencia como, ao mesmo tempo que executivos querem usar a solução para diminuir custos, atores têm grande interesse em não ver oportunidades de trabalho desparecerem. Ao menos no que diz respeito a Dia D, a decisão da atriz de rejeitar a tecnologia parece ter funcionado.

Já exibido a membros selecionados da imprensa, o filme tem sido bastante elogiado — muito disso graças à atuação de Blunt. Sites como o Gizmodo afirmam que o longa é a melhor obra de Spielberg em mais de 20 anos, enquanto o Collider declarou que aqueles que forem aos cinemas sem saber nada sobre a trama vão ser muito beneficiados.

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