He-Man e os Mestres do Universo foi uma das animações mais populares dos anos 80 e, quase quatro décadas depois, chega aos cinemas em uma adaptação live-action que entende muito bem o peso (e também as limitações) desse legado. Para funcionar nos dias atuais, Mestres do Universo precisava aceitar o lado mais exagerado e divertido do material original, e o diretor Travis Knight parece ter compreendido isso perfeitamente.
O filme estrelado por Nicholas Galitzine não tenta reinventar ou transformar He-Man em um super-herói similar aos presentes nas obras atuais. Pelo contrário: a produção abraça as partes mais lúdicas do Príncipe Adam e transforma isso em uma de suas maiores qualidades. Mas será que vale a pena conferir o filme nos cinemas? Confira abaixo a crítrica do Minha Série.
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Humor é o ponto-chave
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O fato do filme não se levar tão a sério é o que faz ele funcionar. Parece que o diretor realmente parou e pensou “mas e se o Adam existisse nesse momento no mundo real, como ele se adaptaria?” e trouxe a resposta para seu roteiro. O filme não parece amador em nenhum sentido (até porque é uma produção Amazon MGM), mas ele sabe usar a famosa “galhofa” ao seu favor.
A sala de cinema toda riu em conjunto em alguns bons momentos, o que tornou a experiência gratificante. O filme também tira sarro da cultura do bem-estar (o famoso wellness), da vida corriqueira do trabalhador e da masculinidade tóxica. Essas tentativas aqui, acabam não ficando forçadas, considerando que o próprio desenho clássico, mesmo que de forma indireta, já questionava o clichê do macho alfa.
Personagens bem adaptados e figurinos lúdicos
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Aqui, o lúdico também permanece. O design do vilão Esqueleto ficou extremamente fiel ao desenho animado e ajuda a reforçar o clima fantasioso da produção. Interpretado por Jared Leto, o personagem funciona justamente por não tentar ser complexo ou excessivamente humanizado. Ele é simplesmente um vilão clássico, algo raro em blockbusters de heróis atuais.
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O Príncipe Adam de Nicholas Galitzine traz a jovialidade que as vezes não fica tão clara no personagem do desenho, com destaque para seu traje de guerreiro que rende boas piadas na narrativa (como deveria, de fato). Camila Mendes como Teela, Idris Elba como Mentor, Alison Brie como Maligna e Morena Baccarin como Feiticeira. Teela inclusive surge como uma verdadeira guerreira, sem cair na armadilha de existir apenas como interesse romântico do protagonista.
Além disso, o filme foi exibido dublado, então é inevitável mencionar: a dublagem brasileira, como sempre, dá um toque a mais. Com Garcia Júnior voltando a assumir a voz do guerreiro, o texto ficou muito mais próximo do público brasileiro. O veterano Luiz Carlos Persy também foi muito bem fazendo a voz icônica de Esqueleto.
Trilha sonora envolvente
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A trilha sonora é outro ponto técnico positivo. Ela investe em instrumentais que fazem você se sentir dentro da animação, além de incluir, como complemento, clássicos irrefutáveis que auxiliaram notavelmente no ânimo do público durante a sessão. O ritmo do filme é frenético (por vezes, talvez um pouco demais) e a música acompanha a correria.
Vale a pena assistir a Mestres do Universo?
A questão é que He-man poderia até ser uma animação “séria” para quem acompanhou seu lançamento, mas não tem como considerar essa perspectiva para um live-action lançado em 2026. Considerando isso, Knight acertou em cheio. A sensação que fica ao acabar o filme é que você acabou de ver um episódio mais longo do desenho. Os figurinos, a trilha sonora e a narrativa contribuem para essa experiência.
É bom ter em mente que esse não é um filme profundo, com expectativas de Oscar e que vai mudar a sua vida. Ainda assim, ele cumpre bem o que se propõe: ser uma adaptação visualmente fiel do desenho animado, mas que traga o herói para os dias atuais. Tudo feito de uma forma muito leve e com qualidade. Se você busca se divertir em uma ida ao cinema, vá sem medo assistir a Mestres do Universo.
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