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Como um garoto de 20 anos viralizou com Backrooms e construiu o terror mais ambicioso da A24

Exclusivo — Entenda como os espaços de Backrooms foram criados para replicar exatamente o conceito original.

Avatar do(a) autor(a): Diana Pordeus

schedule22/05/2026, às 19:03

updateAtualizado em 22/05/2026, às 19:09

Não é todo dia que uma creepypasta vira um filme de terror da A24. O próximo filme a ser lançado pela produtora tem um caminho pouco usual: uma lenda urbana da internet que virou uma sequência de curtas e que, então, se tornou um longa-metragem. Todo o conceito dos Backrooms foi ampliado pelo youtuber Kane Pearsons, de apenas 20 anos de idade.

Autodidata, o também diretor do filme que será lançado dia 28, aprendeu Blender e After Effects durante a pandemia e, aos 16 anos, usou as ferramentas para criar o curta-metragem postado no YouTube em 2022. O vídeo acumulou 20 milhões de visualizações em duas semanas e agora já soma 216 milhões de visualizações. O Minha Série, em exclusividade com a A24, agora te conta mais sobre como os backrooms foram projetados para o longa.

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Todas as salas foram desenvolvidas na pré-produção

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Realizar um filme que se passa em sequência de salas a princípio infinitas não parece uma tarefa tão simples. No longa, o Blender deixou de ser apenas ferramenta de VFX e passou a funcionar como o eixo central do processo criativo.

  • Na pré-produção, Parsons usou o software para criar modelos 3D detalhados de plantas de set, esquemas de iluminação e movimentos de câmera, enviando os arquivos diretamente para os chefes de departamento;
  • O resultado foi uma comunicação técnica incomum entre diretor e equipe;
  • "A gente ficava de um lado para o outro tipo: 'Tá, tem uma coluna aqui, então temos que mover essa parede uns metros para a direita'", contou Parsons;
  • O diretor também relatou que, de modo geral, o que está no arquivo do Blender é praticamente idêntico ao que é visto no filme.

Mas como levar isso para o espaço físico?

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Com tudo já pensando no digital, o desafio seria levar esse projeto para o físico. O posicionamento das luzes foi programado primeiro no software, o que permitiu que Parsons e o diretor de fotografia Jeremy Cox controlassem com precisão a temperatura e a tonalidade da iluminação por meio de luminárias customizadas instaladas dentro dos próprios sets. 

Ao todo, foram construídos cerca de 2,8 mil metros quadrados de cenário em quatro estúdios, com 3 mil metros quadrados de papel de parede impresso e 2,5 mil metros quadrados de carpete.

O supervisor de VFX Edward J. Douglas resumiu o método: "Uma das coisas mais incríveis de trabalhar com um diretor que também é artista de efeitos visuais é que ele projetava seus mundos em CG e depois apresentava tudo isso para o diretor de arte e para nós dos efeitos visuais. A gente queria construir tudo o que fosse possível de verdade e depois expandir ainda mais para alcançar a vastidão da visão do Kane."

Mesmo durante a pós-produção, Parsons virava noites refinando ambientes em CG diretamente nos arquivos do Blender. A sequência de VFX mais marcante do filme, em que a câmera desce atravessando salas banais que vão se distorcendo progressivamente, foi criada no software em uma única tarde. "Era uma ideia que eu queria testar, e é um testemunho do poder do Blender que eu tenha conseguido criar a maior parte da cena em uma tarde", diz o diretor. "Ela transmite muito em pouquíssimo tempo, e acabou virando o nosso primeiro teaser online do filme."

Distribuído pela Imagem Filmes e produzido pela A24 com James Wan e Shawn Levy, Backrooms: Um Não-Lugar estreia em 28 de maio nos cinemas.
 

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