Nesta terça-feira (14), o novo CEO da Disney, Josh D’Amaro, confirmou que a companhia vai demitir mais de 1 mil funcionários ao redor do mundo até o final desta semana. Segundo um memorando escrito pelo executivo, a decisão faz parte de um novo projeto de reestruturação da casa de Mickey.
Entre as decisões que influenciaram nas reduções de equipes está a consolidação da nova divisão de marketing da corporação, que será liderada por Asad Ayaz. De acordo com a Variety, funcionários que trabalham para estúdios da Disney, redes de TV, ESPN e para os grupos de produtos, tecnologia e atividades corporativos vão ser afetados.
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Disney promete que demissões vão beneficiar consumidores
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Em seu comunicado anunciando as grandes demissões, D’Amaro afirmou que a liderança da Disney passou meses “analisando maneiras de como simplificar suas operações”. Ele explica que a reestruturação vai ser benéfica para os consumidores, ao permitir que a corporação se adeque melhor ao “ritmo intenso da indústria”.
- Para o executivo, a companhia precisa de uma força de trabalho ligada às últimas tecnologias e que seja capaz de atender às “necessidades do amanhã”;
- “Como resultado, vamos eliminar papéis em algumas partes da companhia e começamos a notificar os funcionários impactados”, explicou;
- O CEO da Disney também reforçou que os cortes não são um reflexo direto das contribuições feitas pelas pessoas afetadas;
- “Em vez disso, elas refletem nossa reavaliação contínua de como gerenciar mais efetivamente nossos recursos e reinvestir em nossos negócios”;
- A decisão surge menos de um mês após Josh D’Amaro assumir como a CEO da Disney, após a segunda passagem de Bob Iger pelo cargo.
D’Amaro tem um histórico bem-sucedido no gerenciamento do setor de parques da corporação, que corresponderam a 57% dos US$ 17,5 bilhões em lucros que ela registrou em 2025. Assim, as demissões propostas por ele devem contar com o apoio de investidores, que acreditam que ele pode ter um impacto semelhante em outras áreas de operação.
Disney tenta se adaptar a uma indústria em transformação
Segundo dados oficiais da Disney, até o anúncio dessa semana, ela contava com um quadro de funcionários formado por mais de 230 mil pessoas ao redor do mundo. No entanto, a companhia não esclarece quantos deles possuem contratos fixos e quantos trabalham sob regime temporário — sistema que reina dos parques mantidos pela corporação.
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Os cortes dessa semana, embora devam ser traumáticos para os afetados, são menores do que aqueles promovidos por Iger, que retornou ao cargo em 2022. Desde 2023, a companhia já reduziu seu quadro de funcionários em mais de 2 mil pessoas — as demissões mais recentes haviam acontecido em junho de 2025, afetando departamentos de filmes, TV linear e o setor corporativo.
D’Amaro assumiu o negócio em um momento de ascensão do streaming e diminuição no interesse por canais lineares. O início de sua administração foi marcado por um episódio polêmico, no qual a empresa cancelou seus investimentos na OpenAI após ela anunciar o encerramento do gerador de vídeos Sora.
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