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Quem matou Nicole em Justiça Artificial? Confira o final explicado do filme

Justiça Artificial, novo filme de suspense e ficção científica disponível no Prime Video, conta com um final surpreendente; entenda o desfecho da obra!

Avatar do(a) autor(a): Jean Carlos Foss

schedule01/04/2026, às 18:15

E se uma inteligência artificial pudesse decidir se você merece viver ou morrer e você tivesse apenas 90 minutos para provar sua inocência? 

Essa é a premissa perturbadora de Justiça Artificial, novo filme de ficção científica e suspense disponível no Amazon Prime Video. Com Chris Pratt, Rebecca Ferguson e Kali Reis no elenco, a produção da MGM coloca o espectador dentro de um tribunal do futuro onde a tecnologia substituiu o juiz e os erros podem ser irreversíveis.

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O longa acompanha Chris Raven, detetive da LAPD que, ironicamente, é julgado pelo mesmo sistema de IA que ele próprio ajudou a criar. 

Acusado de assassinar sua esposa Nicole, ele precisa desvendar o crime em tempo real enquanto a juíza virtual Maddox analisa as evidências. O resultado é um thriller que levanta questões sérias sobre justiça, vingança e os limites da tecnologia, e termina com uma reviravolta que merece ser destrinchada.

Abaixo, entenda o final de Justiça Artificial e quem matou Nicole!

Justiça Artificial: Rob Nelson era o verdadeiro culpado

A grande revelação do final de Justiça Artificial é que Nicole "Nic" Raven foi assassinada por Rob Nelson, amigo próximo do casal e patrocinador de Chris em um grupo de apoio para dependentes de álcool. Mas Rob não agiu por impulso: tudo fazia parte de um plano meticuloso de vingança.

Alguns anos antes dos eventos do filme, o irmão de Rob, David Webb, foi preso sob suspeita de assassinato e se tornou o primeiro réu julgado e executado pelo Tribunal Mercy, o sistema de IA criado por Chris. O problema é que David era inocente. 

Ele estava ao telefone com Rob exatamente no momento em que o crime aconteceu, mas essa prova nunca chegou ao tribunal. A detetive Jacqueline "Jaq" Diallo, parceira de Chris e defensora ferrenha do programa, removeu o celular de David das evidências para garantir que o sistema funcionasse e um homem inocente pagou com a vida.

Rob passou anos se aproximando de Chris e Nicole de propósito, esperando o momento certo para agir. Na noite do crime, ele já estava escondido no porão da casa do casal há dois dias. 

Após uma briga entre Chris e Nicole, que Rob provavelmente orquestrou ao esconder o cantil favorito de Chris para provocar uma recaída, ele saiu do esconderijo e esfaqueou Nicole, deixando todas as evidências apontando para o marido.

O que a IA errou em Justiça Artificial

Um detalhe crucial do final é que a câmera de sensor de movimento instalada pelo vizinho Bill Peterson no quintal registrou Rob saindo da casa pela porta dos fundos. Só que, por conta de uma falha no sistema durante uma queda de energia, a IA não conseguiu acessar essa gravação a tempo e quase condenou um inocente à morte.

É aí que o filme aperta o botão mais sensível: o mesmo sistema criado para eliminar falhas humanas da justiça cometeu exatamente o tipo de erro que deveria evitar. Chris Pratt e Kali Reis já falaram sobre isso em entrevistas, destacando como o filme questiona até onde podemos e devemos confiar em algoritmos para decisões que envolvem vidas humanas.

Quando a inocência de Chris finalmente fica clara, Maddox o libera da cadeira. Mas Rob, que já havia sequestrado a filha do casal, Britt, como garantia, precisava ser detido antes que explodisse o prédio do Departamento de Justiça onde ficava o data center do Tribunal Mercy. 

Seu objetivo final era destruir o sistema que matou seu irmão. Chris consegue confrontá-lo, salvar Britt e impedir o ataque. Rob é preso. Jaq também é indiciada por ter adulterado as evidências do caso de David.

Mercy (2026) - IMDb
O final de Justiça Artificial apresenta questões morais envolvendo a IA (Foto: Amazon MGM Studios).

O final de Justiça Artificial não absolve ninguém

O desfecho de Justiça Artificial é mais complexo do que parece. Chris salva a filha, descobre o assassino da esposa e tecnicamente “vence”, mas o filme deixa no ar uma questão incômoda: ele também é responsável pela morte de David Webb. 

Foi sua criação, seu sistema, sua lógica de justiça sem apelação que executou um inocente e desencadeou toda a tragédia.

Para quem curte esse tipo de ficção científica que usa o futuro para falar do presente, vale conferir também filmes de ficção científica subestimados que merecem mais atenção (tem muita coisa boa esperando por você). 

E, se você quiser dar uma chance para produções mal avaliadas que surpreendem, essa lista de filmes de ficção mal avaliados que merecem uma chance também é leitura obrigatória.

Justiça Artificial está disponível no Prime Video e é um daqueles filmes que ficam na cabeça não pelo espetáculo visual, mas pelas perguntas que se recusam a ir embora. 

Aproveite e confira também tudo o que chega ao Prime Video em abril, porque o mês promete bastante para os fãs do streaming!

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