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Wagner Moura fala sobre Bolsonaro e ditadura em entrevista com Jimmy Kimmel! Assista

Em uma entrevista recheada de tons políticos, Wagner Moura disse que vai dedicar Oscar para Bolsonaro e também criticou a situação atual dos Estados Unidos. Saiba mais detalhes.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Gugelmin Valente

schedule05/03/2026, às 16:15

updateAtualizado em 05/03/2026, às 16:18

Em alta nos Estados Unidos graças a seu trabalho no filme O Agente Secreto, o ator Wagner Moura participou esta semana do programa de Jimmy Kimmel. Além de divulgar o filme indicado em várias categorias do Oscar 2026, o ator também tratou de temas como a ditadura militar brasileira e o governo de Jair Bolsonaro.

Na entrevista com aproximadamente 8 minutos de duração, Moura também falou brevemente sobre sua infância e quais são seus planos caso vença a grande premiação do cinema mundial. O artista já faz parte da história do evento, pois foi o primeiro brasileiro a conquistar uma indicação à categoria de Melhor Ator.

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Wagner Moura diz que vai dedicar seu prêmio a Bolsonaro

Em um momento da entrevista que deve gerar certa polêmica, Moura respondeu qual seria seu discurso de agradecimento caso fosse vitorioso por seu trabalho em O Agente Secreto. Segundo ele, uma de suas ideias é agradecer ironicamente ao ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um crítico costumaz de seus trabalhos.

  • O ator definiu Bolsonaro como o “Trump brasileiro” e celebrou o fato de que ele atualmente está na prisão;
  • A resposta de Moura foi uma referência ao discurso de Kimmel durante o Critics Choice Award deste ano;
  • Nela, ao receber o prêmio de melhor Talk Show, o apresentador agradeceu ironicamente a Trump — que havia feito campanha para seu programa ser tirado do ar, após supostas críticas a Charlie Kirk;
  • Durante a entrevista, Wagner Moura explicou que O Agente Secreto provavelmente não teria acontecido, não fosse o período de Bolsonaro como presidente do Brasil;
  • Segundo o ator, tanto ele quanto o diretor Kleber Mendonça Filho ficaram perplexos com as decisões tomadas pelo antigo mandatário e por seus apoiadores.

A entrevista de Kimmel foi marcada pelo tom político e também tratou das dificuldades que Moura teve ao lançar Marighella, em 2019, em seu primeiro trabalho como diretor. Segundo o ator, o projeto teve grande resistência, graças ao fato de que “os ecos da ditadura militar” ainda são muito fortes no Brasil — e a eleição de Bolsonaro em 2018 foi uma prova disso.

Wagner Moura criticou atual momento político dos EUA

Durante a entrevista, Moura destacou que a lembrança recente da ditadura militar também ajudou a acelerar a prisão de Bolsonaro. Segundo o ator, as punições rápidas que o ex-presidente recebeu foram reflexo do fato de que as instituições brasileiras ainda sabem muito bem como é viver sem autonomia e sob um regime opressor.

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A entrevista de Wagner Moura discutiu muitos assuntos políticos. Imagem: Divulgação/ABC

O ator de O Agente Secreto também aproveitou para fazer críticas ao atual momento político dos Estados Unidos. Ele mencionou que é absurdo pensar que forças anti-imigração foram responsáveis pela morte de dois cidadãos em Minneapolis. “Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis? Esse é o país de Martin Luther King?”, questionou.

A entrevista desta semana marca a segunda vez que Moura aparece no programa de Kimmel — a primeira foi em 2016, na época em que ele interpreta o Pablo Escobar da série Narcos. O ator deve continuar sua turnê de divulgação do filme nos Estados Unidos e já garantiu sua presença na cerimônia do Oscar, marcada para o dia 15 de março. Nela, ele vai estar acompanhado da esposa Sandra Delgado e de três convidados, incluindo o ator Lázaro Ramos.

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