Suzane von Richthofen: filmes da Amazon abordam caso criminal (Crítica)

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Imagem: Amazon Prime Video/Reprodução
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Depois de uma longa espera, nesta sexta-feira (24) o Amazon Prime Video lançou os filmes A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais, focados no assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, um dos crimes que mais chocaram a população brasileira no início dos anos 2000.

O cineasta Mauricio Eça apresenta duas visões do fato, explorando pontos de vista distintos e questões muito particulares. Saiba mais sobre ambas as produções lendo nossa crítica completa.

(Amazon Prime Video/Reprodução)(Amazon Prime Video/Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

O Menino que Matou Meus Pais: a visão de Suzane von Richthofen sobre o crime

Em linhas gerais, ainda mais tratando-se de um lançamento em streaming, os espectadores têm autonomia para escolher qual dos filmes será visto primeiro. Abordando a visão de Suzane (interpretada por Carla Diaz), O Menino que Matou Meus Pais começa com a chegada dos réus ao tribunal para o julgamento ocorrido em 2006 — quase 4 anos após o crime.

A partir desse ponto, extremamente midiatizado, a personagem se senta à frente do juiz para contar sua visão da história. A construção da narrativa se volta, então, para uma série de flashbacks que tentam expor diversos detalhes dos anos que antecederam a morte dos Richthofen em 30 de outubro de 2002.

Segundo Suzane, Daniel (vivido por Leonardo Bittencourt) e ela se conheceram quando sua mãe (interpretada por Vera Zimmermann) buscava um instrutor para Andreas (Kauan Ceglio), seu irmão mais novo. De início, os dois trocaram olhares e se encantaram um pelo outro, desenvolvendo um romance logo em seguida, mesmo com todas as diferenças sociais.

Aos poucos, eles foram se conhecendo melhor. Suzane gostava muito da companhia dos pais do namorado, que sempre a recebiam de braços abertos. Andreas e Cristian (Allan Souza Lima), o irmão de Daniel, também são vistos nesses momentos. Inclusive, este último é quem provoca uma mudança na garota, tendo em vista que os pais, apesar de serem relatados como imensamente amorosos e companheiros, também a controlavam intensamente.

Alguns detalhes importantes da relação de Suzane e Daniel são incluídos, como virgindade, drogas, uma viagem para a Europa e as motivações para o crime. É evidente que, para ela, o namorado a manipulou para conseguir o que queria. Um destaque está na cena em que ambos compartilham a piscina e visualizam um avião.

(Amazon Prime Video/Reprodução)(Fonte: Amazon Prime Video/Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

A construção estilística, em todos esses aspectos, é bastante curiosa, com planos gerais que distanciam os espectadores, de alguma maneira, daquilo que está sendo visto. Mesmo com esse enfoque, que também tem um trabalho interessante em questões mais técnicas, como fotografia e trilha sonora, parece haver algo excessivo em todas as explicações, podendo provocar desconforto nos espectadores, que talvez quisessem saber mais sobre o crime em si.

A Menina que Matou os Pais: a visão de Daniel Cravinhos sobre Suzane von Richthofen

Depois de conferir o primeiro filme, o público percebe como muitas coisas vão se encaixando de um modo bem elucidativo. Diversos pontos-chave da narrativa vão sendo destrinchados de uma nova forma, mostrando como as visões podem ser particularmente distintas. Para Daniel, os pais de Suzane eram extremamente abusivos, tanto pelo próprio ponto de vista quanto pelas coisas que a namorada comentava.

Isso é exposto no tribunal de um modo interessante, como se fosse preciso acreditar em alguma daquelas histórias para se ter algo sobre o que pensar. Por dentro desses aspectos, talvez a segunda produção seja mais pesada em termos de violência verbal e até mesmo gráfica, afinal Daniel é quem golpeia, ao lado do irmão, o casal Richthofen.

(Amazon Prime Video/Reprodução)(Fonte: Amazon Prime Video/Reprodução)Fonte:  Amazon Prime Video 

Em resumo, são produções que se destacam pelo apelo da trama, bem como pelas atuações do elenco principal — com destaque para Carla Diaz, que constrói uma Suzane completamente diferente nos dois roteiros.

No entanto, havia outras possibilidades a serem exploradas, que poderiam ser mais contundentes. Mesmo assim, são filmes que podem entreter durante seu tempo de projeção.

O que você achou dos filmes sobre o caso Richthofen?

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Imagem: Tecmundo Recomenda

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