Elite: 4ª temporada tenta, mas não consegue surpreender (crítica)

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Imagem: Netflix/Divulgação

ATENÇÃO: SPOILERS À FRENTE!

A 4ª temporada de Elite chegou ao catálogo da Netflix na última sexta-feira (18), sendo uma das mais aguardadas pelos espectadores. A ansiedade em torno da nova temporada foi amplificada com as estreias anteriores de Histórias Breves, capítulos em que a plataforma de streaming explorou contos de personagens que deixariam a série e veteranos que permaneceriam.

Com a expectativa para conhecer os novos personagens, o seriado foi lançado em 1° lugar das séries mais assistidas da Netflix, mas decepcionou os fãs por não fazer algo que aconteceu nas primeiras temporadas: surpreendê-los.

Quer saber como foi a temporada? Confira a crítica completa da 4ª temporada de Elite!

Crítica: 4ª temporada de Elite se apoia em sexo e temáticas teen repetitivas

Nunca é fácil se despedir de personagens pelos quais já nos apaixonamos. Isso é especialmente verdade quando esses personagens têm personalidades fortes e cativantes, como era o caso de Carla, Lucrecia e Nadia (embora esta até tenha feito uma pequena aparição).

Para preencher essas lacunas, o seriado trouxe um novo diretor e, com ele, seus três filhos: Ari, Mencía e Patrick, além de Philippe, um príncipe que até poderia ter uma dinâmica interessante à história.

Assim como todas as temporadas anteriores, essa também tem o seu próprio mistério. Quem tentou matar Arí? O problema é que, ao contrário de como começou a série, os episódios parecem arrastados, girando em torno de problemáticas adolescentes que já vivemos em centenas de outros títulos e, na série espanhola, parecem forçados.

(Fonte: Netflix/Divulgação)(Fonte: Netflix/Divulgação)Fonte:  Netflix 

A série Elite é classificada como +18 na plataforma de streaming e não fica difícil entender o apelo. As cenas sexuais parecem também ter sido usadas como muletas para conquistar o público e chamar a atenção dos jovens, com alguns momentos que trazem consigo problemáticas relevantes – como é o caso de gravações não-consensuais e prostituição, além da ameaça de exposição. Ainda assim, a série parece ter perdido o seu propósito e os quesitos que a tornavam tão interessante.

Demoram 8 episódios para que o mistério da agressão de Ari seja solucionado (uma fórmula já comum para a série). O problema da 4ª temporada é que cada episódio parece massivo, com histórias cíclicas e que não vão parar em lugar algum. Mesmo a revelação do agressor já era esperada, ressaltando o perigo de que o roteiro tenha, de fato, declinado.

(Fonte: Netflix/Divulgação)(Fonte: Netflix/Divulgação)Fonte:  Netflix 

As despedidas dos personagens da série Elite foi difícil. Mais ainda porque aqueles que ficaram também tiveram seus desenvolvimentos comprometidos. Pouco parece que Omar e Ander cresceram como casal, especialmente quando Patrick chega para criar uma nova dinâmica. Além disso, Samuel e Guzmán também parecem ter regredido ao que eram no 1° episódio.

De forma geral, a 4ª temporada de Elite segue uma fórmula teen que funciona, mas pode acabar decepcionando fãs de longa data que esperavam algo mais surpreendente. Até o momento, a Netflix ainda não confirmou a data de estreia da 5ª temporada, que já foi confirmada pela Netflix. Só esperamos que o roteiro dos próximos episódios retomem o seriado à sua glória inicial.

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