Cidade Invisível: série brasileira da Netflix (Crítica)

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Imagem: Netflix/Divulgação

A série Cidade Invisível foi disponibilizada na Netflix na última sexta-feira (5) e já chamou a atenção dos fãs de séries da plataforma de streaming. O alvoroço não é por menos: além de ser uma série brasileira, os episódios investigam o folclore brasileiro e mostram como seria se criaturas fantásticas vivessem entre os humanos nos dias atuais.

A produção da série é assinada por Carlos Saldanha, conhecido por animações como Rio e A Era do Gelo. Enquanto isso, o elenco conta com grandes nomes de novelas e do cinema no Brasil, como Marco Pigosso, Alessandra Negrini e Jessica Córes.

Confira a crítica completa a seguir!

Crítica: Cidade Invisível revive o folclore brasileiro

Logo no primeiro episódio, os espectadores já são captados pelo roteiro misterioso. Gabriela (Julia Konrad) está com sua filha em uma festa na Vila Toré. A criança é atraída até a floresta e, de repente, um incêndio toma conta do local. Ao tentar proteger a filha, Gabriela morre e seu marido, Eric (Marco Pigosso), começa a investigar sua morte.

Os mistérios só aumentam quando Eric encontra um boto de água doce na areia da praia. Então, ele se envolve com outros personagens misteriosos, como Camila e Inês, que são, na verdade, Iara e Cuca.

(Fonte: Netflix/Divulgação)(Fonte: Netflix/Divulgação)Fonte:  Netflix 

Enquanto se aprofunda na investigação da morte de sua mulher, Eric conhece um universo folclórico que era protegido por sua esposa, mas no qual ele nunca acreditou. A trama da série brasileira da Netflix é envolvente e familiar para quem é apaixonado pelo tema.

Um dos maiores destaques para quem assiste Cidade Invisível é a fotografia. Afinal, os episódios foram gravados no Rio de Janeiro e misturam o misticismo ao mundo atual de uma forma muito sutil. Para desvendar a identidade verdadeira das personagens, cenas de rituais se transformam em um piscar de olhos em eventos do cotidiano. Logo, esse jogo das câmeras representa muito bem o conceito da história.

Além disso, a caracterização dos personagens chama a atenção por não se prender aos elementos clássicos do folclore. Logo, é difícil fazer uma crítica sem elogiar o toque moderno que as histórias ganham enquanto as criaturas acompanham a evolução de nossa sociedade contemporânea.

(Fonte: Netflix/Divulgação)(Fonte: Netflix/Divulgação)Fonte:  Netflix 

Embora seja uma série fantástica, Cidade Invisível deixa um pouco os efeitos visuais de lado. Isso pode parecer um ponto negativo, mas a verdade é que a ausência de efeitos muito elaborados torna a série ainda mais próxima do nosso mundo. Por último, vale ressaltar ainda o desenvolvimento dos personagens, todos humanizados e abandonando o conceito de inteiramente bons ou maus.

A primeira temporada conta com 7 episódios de cerca de 40 minutos cada. Em cada novo capítulo, os mistérios da Vila Toré, do passado de Eric e Gabriela e de como as criaturas folclóricas se ambientaram no mundo moderno permeiam um thriller policial que, com certeza, merece o destaque que recebeu na plataforma de streaming.

Ao lado de outros títulos, como 3%, a série brasileira tem de tudo para se tornar uma das grandes produções nacionais.

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Cidade Invisível: série brasileira da Netflix (Crítica)