Fate: A Saga Winx - série da Netflix decepciona com tom sombrio (Crítica)

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Imagem: Netflix/Reprodução

Na última sexta-feira (22), a Netflix apostou suas fichas no lançamento de Fate: A Saga Winx, uma série baseada no famoso desenho O Clube das Winx, exibido no Brasil pelo SBT, nos anos 2000.

Desenvolvida por Brian Young, ao lado de Lisa James Larsson, Hannah Quinn, Judy Counihan, Kris Thykier, Jon Finn e do criador original de Winx, Iginio Straffi, a produção, apesar da boa audiência, não agradou os espectadores do streaming por algumas problemáticas vistas logo nos primeiros minutos.

Confira mais na crítica a seguir!

Fate: A Saga Winx e a abordagem sombria da magia

(Reprodução)(Reprodução)Fonte:  Netflix 

No primeiro episódio da série, conhecemos um grupo de jovens fadas que, aparentemente, querem apenas desenvolver, cada vez mais, suas habilidades mágicas para conseguirem levar suas vidas como sempre almejaram. Elas são Bloom (Abigail Cowen), Terra (Eliot Salt), Aisha (Precious Mustapha), Beatrix (Sadie Soverall), Stella (Hannah van der Westhuysen) e Musa (Elisha Applebaum).

Para isso, elas contarão com as aulas de um internato mágico para fadas, conhecido como Alfea, lugar no qual diversos especialistas do mundo místico elaboram uma série de atividades para que tudo seja aprendido de um jeito bem prático.

Apesar de haver um clima bastante harmônico em um primeiro momento, a produção tem uma grande virada na narrativa com a introdução de diversos elementos sombrios devastadores. Todas essas nuances vão sendo construídas aos poucos para dar pistas aos espectadores ao longo do percurso.

(Reprodução)(Reprodução)Fonte:  Netflix 

No entanto, a atmosfera sombria acaba corroendo a trama em diversos momentos e o que vemos em cena é um conjunto de mistérios apresentados sem nenhuma emoção e profundidade.

E isso em nada lembra a agilidade das relações interpessoais vistas no desenho animado. Inclusive, a quantidade de informações apresentadas quase que de uma só vez acaba se tornando excessiva, deixando o roteiro arrastado e superficial.

No elenco, nomes como o de Danny Griffin, Theo Graham, Eve Best, Robert James-Collier, Jacob Dudman e Freddie Thorp figuram entre os personagens recorrentes que precisam se revezar exaustivamente ao longo dos seis episódios da 1ª temporada.

E por conta deste amontoado de conflitos e personagens trazidos à tona, ao final do piloto, o público ainda não tem ideia do que Bloom foi realmente fazer em Alfea.

Saiba mais sobre a 1ª temporada de Fate: A Saga Winx, da Netflix

Ao redor de Alfea existem perigos inimagináveis e, obviamente, é para lá que as personagens mais vão querer ir. Apesar dos pesares, esse clima sobrenatural é repleto de tensão.

Contudo, em uma análise mais profunda, é visível que não há quase nada de interessante nessa construção e que tudo, mais uma vez, parece superficial e apenas semeado pelos roteiristas — talvez a empolgação fosse tanta para tão pouco tempo.

Além disso, as personagens estão recheadas de clichês recorrentes em produções voltadas para o público adolescente. Vemos a mocinha, que ainda não é determinada, mas que para conquistar seu espaço precisa enfrentar seus medos, e a garota popular que tem seus próprios inimigos pessoais e faz de tudo para manter seu status.

(Reprodução)(Reprodução)Fonte:  Netflix 

Apenas Aisha parece realmente fugir deste conformismo e promete entregar bons momentos aos espectadores. Talvez, em uma 2ª temporada, a personagem tenha mais destaque para aprofundar suas inúmeras questões.

Nesse sentido, Fate: A Saga Winx se apresenta como uma experiência quase esquecível que pode realmente decepcionar aqueles que aguardavam por uma adaptação interessante de uma série tão famosa. Comparações à parte, a produção não se destaca em nenhum momento por si só e parece estar, infelizmente, satisfeita com isso.

A 1ª temporada da série pode ser assistida na íntegra pela Netflix.

Fontes

Fate: A Saga Winx - série da Netflix decepciona com tom sombrio (Crítica)