Dwayne Johnson pode até ter aquela pinta de herói e ser um dos atores mais requisitados e bem pagos de Hollywood, mas isso não significa que ele não encare problemas como qualquer um de nós, reles mortais. Em entrevista recente ao jornal britânico Daily Express, o "The Rock" falou abertamente sobre como lidou com a depressão depois de testemunhar uma tentativa de suicídio da mãe, Ata Johnson.
A situação aconteceu quando Dwayne tinha apenas 15 anos. Ao jornal, ele revelou que viajava com a mãe pela rodovia Interstate 65 na altura de Nashville, nos Estados Unidos, quando ela parou o carro e saiu andando na contramão da estrada, em meio ao tráfego. “Eu a puxei de volta para o acostamento”, contou, revelando em seguida que ela não se lembra de nada sobre o fato e que “provavelmente é melhor que seja assim”. Meses antes, a família, que enfrentava dificuldades financeiras, havia sido despejada de um apartamento, o que pode ter agravado a condição psicológica de Ata.
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Como consequência do incidente, Johnson desenvolveu um quadro de depressão que se agravou por conta de uma série de problemas pessoais logo na sequência do trauma da situação com a mãe, como as lesões que o levaram a desistir do sonho de jogar futebol americano profissionalmente e o fim de um relacionamento amoroso. “Eu não queria sair de casa, fazer nada. Só chorava o tempo todo”, disse.
Para Dwayne Johnson, abrir-se ajudou na superação
Recuperado da doença e agora aberto a dialogar a respeito do trauma e de como o venceu, Johnson diz que “temos de estar atentos ao sofrimento das pessoas ao nosso redor e ajudá-las a enfrentar essa situação, lembrando-as de que não estão sozinhas”.
O ator ficou feliz com a repercussão da matéria no Daily Express e comentou no Twitter que recebeu inúmeras respostas. “Todos encaramos problemas, a depressão não discrimina ninguém. Demorei anos para perceber isso, mas entendi, enfim, que a chave para vencer a doença é não ter medo de se abrir – especialmente nós, homens, que tendemos a nos fechar. Você não está só”, disse. Em resposta a um fã que revelou sofrer de depressão, Johnson ofereceu um ombro amigo: “Entendo você. Já lutei contra isso pelo menos duas vezes”.

Apesar das frustrações com a situação financeira da família, o fim da carreira no futebol americano e a decepção na vida amorosa, Dwayne Johnson, que estreia mais um longa em breve, conseguiu se reinventar como lutador e, mais tarde, como ator – uma trajetória que, agora pública, pode inspirar e incentivar outras pessoas no enfrentamento à doença.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, a depressão é um problema que afeta 322 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é de que 11,5 milhões sofram com a doença, que precisa ser debatida. Iniciativas como a de Dwayne Johnson, uma figura pública que influencia milhares de fãs, estimulam o diálogo e a aceitação de uma condição que deve ser abordada com mais abertura.
Este texto foi escrito por Rodrigo Sánchez Paredes via n-Experts.
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