14 anos depois, o que esperar de Os Incríveis 2?

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Quando Os Incríveis estreou, em 2004, a Pixar e o mercado de histórias de super-heróis eram diferentes da configuração atual. O filme se encerra praticamente indicando que haverá uma sequência, mas, ao contrário do que costuma acontecer hoje, os fãs precisaram aguardar um longo tempo para assistir à continuação. Depois de 14 anos, Os Incríveis 2 estreia nos cinemas, cercado por várias expectativas.

O diretor e roteirista dos dois filmes, Brad Bird, adiantou, em uma coletiva realizada na sede da Pixar na Califórnia, em abril, o que a audiência pode esperar da sequência. De antemão, ele diz que algumas ideias foram mantidas desde o início do projeto, como a troca de papéis entre o Senhor Incrível, que passa a ficar em casa cuidando da família, e a esposa, Helena. Além disso, os poderes de Zezé serão mais bem explorados, tornando-o um personagem principal, em vez de coadjuvante.

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A mudança dos papéis do casal já foi adiantada nos trailers de Os Incríveis 2, nos quais Helena volta a ser a Mulher-Elástica, atuando como super-heroína dedicada totalmente a esse trabalho. Os poderes de Zezé também têm sido relevantes nos anúncios do filme.

É importante notar que, apesar de ser lançado 14 anos depois, o tempo não passou dentro da história. Como pode ser percebido pelos trailers, Os Incríveis 2 continua logo após o primeiro. Bird explica por que a história não avançou no tempo: “Eu pensei em envelhecer todo mundo como geralmente se faz, mas também pensei: ‘Não, isso é horrível’”.

O diretor afirma que não queria ver Zezé indo para a universidade, por exemplo. Além disso, menciona sua experiência trabalhando por 8 anos em Os Simpsons, série em que os personagens não envelhecem e continua funcionando bem.

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Os atores que dublam os personagens também são praticamente os mesmos: Craig T. Nelson como o Senhor Incrível, Holly Hunter como a Mulher-Elástica, Sarah Vowell como Violeta, Samuel L. Jackson como o Gelado e o próprio Bird como Edna.

Outro aspecto que permanece como no primeiro filme é a estética da animação. Ao longo do tempo, foram feitas várias comparações com o Quarteto Fantástico, da Marvel, além de comentários sobre a influência da Era de Prata dos quadrinhos.Os Incríveis 2 mantém a estética retrô-futurista. Bird faz questão de ressaltar que se trata de um mundo estranho, não totalmente adequado aos anos 1960.

“No primeiro, tinha um iPad antes mesmo que existissem iPads. Na realidade, acho até que a Apple me deve uma [risos]. Então, temos acessórios futuristas, mas não há celulares nesse novo filme, por exemplo. É um tipo de futurismo dos anos 60 no sentido de um filme do James Bond, de Jonny Quest ou algo do tipo. Eu diria que continuamos seguindo a cartilha estabelecida pelo primeiro longa, mas ficamos melhores nisso agora.”

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Como era de se esperar, nem só de continuidades é composto Os Incríveis 2. Alguns dos novos elementos são a participação de Bob Odernkik e Catherine Keener como as vozes de Winston Deavor e Evelyn Deavor. Eles são a dupla de irmãos que pressiona pedindo o retorno dos “supers”. Outro ator do elenco de Better Call Saul e deBreaking Bad também está em Os Incríveis 2: Jonathan Banks. Ele dubla Ricardo Dicker, que, no primeiro filme, era interpretado por Bud Luckey. De acordo com Bird, a ideia é que os personagens e o universo sejam consistentes, mas sem deixar que ninguém saiba o que irá acontecer em seguida.

Os Incríveis 2 também traz mensagens sobre família e sociedade, ainda que o diretor seja enfático ao afirmar que essa não é a principal intenção da sequência. “Ela explora várias ideias. Eu não gosto de falar como se as ideias fossem a razão para fazer o filme, para emplacar alguma agenda. É mais como se você estivesse na esperança de criar algo que seja divertido e que, em alguns pontos, pode inserir ideias que acrescentam algo. A missão mais importante do primeiro filme era entreter as pessoas. O segundo foi algo como ‘ah, e há algumas coisas que gostaríamos de comentar’”, diz Bird.

Um dos assuntos que a sequência aborda são os papéis de gênero, tanto no ambiente de trabalho quanto na família. Bird logo complementa que esse plano apareceu nas conversas sobre o filme ao longo dos anos. Não se trata, para ele, de uma resposta ao momento. “Temos partes explorando os papéis de homem e mulher. A importância de os pais participarem. A importância de também deixar que as mulheres se expressem através do trabalho e que elas devem ser tão valorizadas quanto os homens”, acrescenta o diretor.

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A ideia não é que o filme seja centrado em torno das lições, mas que procure apresentar elementos para reflexão por parte dos espectadores. Bird comenta que um dos temas de Os Incríveis 2 é a dificuldade da paternidade e outras coisas do tipo, mas não há como dizer que o centro da história é exatamente esse.

A última coisa que fica evidente pela fala do diretor é que Os Incríveis 2 existe porque ele e os produtores, John Walker e Nicole Paradis Grindle, quiseram levar à frente o projeto. Para Bird, não se trata de uma questão financeira. “Dinheiro não é o que me faz levantar todo dia de manhã. Fazer algo de que as pessoas irão gostar daqui a 100 anos é que faz. Então, se fosse um caça-níquel, nós não teríamos demorado 14 anos. Não faz nenhum sentido, do ponto de vista comercial, esperar tanto. É simples: nós tínhamos uma história que queríamos contar”, prossegue.

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Apesar das revelações da entrevista, boa parte da história continua desconhecida, incluindo quem são os antagonistas de Os Incríveis 2. Esses detalhes, certamente, serão divulgados apenas com a estreia da sequência.

Este texto foi escrito por Camila Pessoa via nexperts.