Doze Jurados: série da Netflix expõe o funcionamento do sistema judicial (CRÍTICA)

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Quem curte cinema, de cara, vai achar que a série Doze Jurados (The Twelve) da Netflix é uma adaptação do filme clássico de 1957, Os Doze Jurados, com Henry Fonda. Conseguindo dividir o foco da trama entre a vida pessoal dos membros do júri e o caso que eles decidem no tribunal, a série consegue, apesar de alguns tropeços, manter um tom convincente e cativante.

A história está centrada no julgamento da diretora de um colégio elitista, Fri Palmers. Ela é acusada de matar sua melhor amiga Britt e a filha dela, Rose. Ao longo da temporada, vamos descobrindo detalhes dos vínculos dessas três personagens e o que pode ter acontecido entre elas.

Fonte: Netflix/Divulgação Netflix/Reprodução

Quem são os doze jurados da série?

Cada episódio traz características de um determinado jurado: Delphine é uma mulher presa num relacionamento abusivo com o marido Mike. Holly guarda um segredo do grupo. Yuri se desestruturou completamente depois de um acidente em sua construtora. Arnold procura controlar a própria vida. Carl tem problemas com o filho e Noel é um viciado.

À medida em que assistimos os episódios, a série mostra vários flashbacks no começo e no final de cada capítulo que funcionam como atiçadores da nossa curiosidade ou revelações surpreendentes.

Essas memórias funcionam de uma forma muito legal na série pois nem sempre são apresentadas numa ordem lógica, e ficamos tentando adivinhar até que ponto aquilo que foi mostrado pode ser útil no que está acontecendo.

Fonte: Netflix/Divulgação Netflix/Reprodução

A dinâmica da série Doze Jurados

Às vezes, temos a sensação de que a série não precisava ser tão longa. Talvez uns 6 capítulos resolvessem toda a trama. Algumas histórias, como a de Arnold, parecem não levar a nada, enquanto outras soam meio como dramalhões fora de lugar dentro da sala do júri.

Os personagens são bem construídos, cada um têm sua motivação pessoal e sua quota de problemas, o que ajuda bem na condução dos diálogos. A princípio desconhecidos, eles vão ganhando personalidade no desenrolar da história, o que adiciona uma dose de suspense até que o veredicto é definido no final.

Fonte: Netflix/Divulgação Netflix/Reprodução

Finalmente, é preciso reconhecer que os fãs de crimes e dramas jurídicos irão adorar a série Doze Jurados. Chega um ponto em que ficamos com a impressão de que todos os membros do júri estão comprometidos de alguma forma e são pouco confiáveis.

Expor o funcionamento do sistema judicial na prática é um dos pontos fortes da série. A impressão final é de que se trata de um drama muito bom, que é melhor assistido aos poucos e não em maratona. É arrastado às vezes, mas vale a pena ir julgando todos: não apenas Fri, a ré, mas os jurados e até a polícia.

Texto escrito por Jorge Marin via Nexperts.

Doze Jurados: série da Netflix expõe o funcionamento do sistema judicial (CRÍTICA)