Twitter contrata escritório de advocacia para processar Elon Musk

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Ainda na sexta-feira (8), após Elon Musk anunciar que havia desistido da proposta de compra do Twitter por US$ 44 bilhões, a rede social decidiu contratar o escritório de advocacia Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, especializado em fusões de grandes empresas, para processar o bilionário.

A informação foi divulgada pela Reuters no domingo (10) com base em fontes ligadas ao assunto. A notícia afirma que o presidente de administração da empresa de São Francisco, Bret Taylor, prometeu “uma batalha legal”, a ser iniciada ainda no início desta semana, possivelmente no estado Delaware, nos EUA.

De acordo com a Bloomberg, Musk teria contratado o escritório Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, que já o representou com sucesso em uma ação por difamação em 2019. A equipe de juristas representa o presidente da Tesla atualmente em um processo aberto por acionistas da montadora de veículos elétricos, após uma tentativa frustrada de fechamento do capital em 2018.

Fonte: Shutterstock/Reprodução.Fonte: Shutterstock/Reprodução.Fonte:  Shutterstock 

Por que o Twitter quer processar Elon Musk em Delaware?

Embora nenhuma das empresas envolvidas tenha confirmado as estratégias do que parece ser a disputa judicial do século, a opção, pelo Twitter, de Delaware como sede da ação parece uma escolha natural, uma vez que o pequeno estado norte-americano, pelas suas leis tributárias, é lar de mais da metade das empresas de capital aberta dos EUA, inclusive a do passarinho azul.

Na chamada “Terra sem impostos comerciais”, especialistas em direito comercial, conhecidos como juízes de chancelaria, julgam casos sem a presença de júri e não podem conceder danos punitivos. Mas os acordos geralmente ocorrem de maneira mais rápida, como em uma espécie de arbitragem. O escritório contratado pelo Twitter tem como sócios pelo menos dois ex-chanceleres da Delaware Chancery Court.

Embora a rede social tenha perspectiva favorável em caso de uma batalha judicial, é certo que, mesmo ganhando, o Twitter não continuaria o mesmo. Segundo um tuíte da especialista Caroline Milanesi, da Creative Strategies, "é como um brinquedo que uma criança mimada quer, mas não sabe o que fazer com ele, então fica entediada, não dá a atenção que merece, e o esquece em um canto", conclui.

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