Congresso dos EUA investigará condições de trabalho na Amazon

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Os armazéns da Amazon nos Estados Unidos estão na mira da Administração de Segurança Ocupacional e Saúde do Departamento do Trabalho do país. Nesta semana, 13 membros do Congresso dos Estados Unidos solicitaram que o órgão investigue todo os depósitos da empresa para averiguar as condições de trabalho dos funcionários.

Há anos, a companhia é alvo de críticas e processos judiciais por conta da forma como opera seus depósitos, com alegações de problemas como sobrecarga, insegurança e assédio moral de funcionários que passam por exigências impossíveis de produtividade.

(Fonte: Amazon/Divulgação)

O que motivou a iniciativa, que partiu do senador Bernie Sanders, foi um indicativo de greve agendado para o Prime Day, evento com 48 horas de promoções e descontos que movimenta os sites da Amazon e que ocorreu nesta semana nos EUA.

No Twitter, o parlamentar disse que "não é demais pedir que uma companhia de propriedade da pessoa mais rica do mundo trate seus trabalhadores com dignidade e respeito", referindo-se a Jeff Bezos.

Condições insalubres e precárias

Segundo a carta dos senadores ao órgão de fiscalização, as condições de trabalho são insalubres e precárias e os funcionários seriam expostos a altas temperaturas durante as escalas, pressões para aumentar a produtividade e cobranças tão intensas que eles chegam a evitar pausas para ir ao banheiro para não terem suas marcas reduzidas.

Os senadores estariam de posse de centenas de depoimentos que provam os abusos cometidos.

(Fonte: Amazon/Divulgação)

Amazon responde

A Amazon respondeu às acusações dizendo que seus armazéns estão abertos para que Sanders vá conhecê-los e que o convite já foi feito antes, mas o senador não teria se dado ao trabalho de fazer uma visita. Segundo a empresa, todos os protocolos de segurança estabelecidos no país são seguidos, treinamentos de segurança são oferecidos aos empregados e mais de 55 milhões de dólares foram investidos em melhorias na segurança no ano passado.

O embate entre a Amazon e Sanders não é novidade. No ano passado, ele exigiu que a empresa aumentasse o salário-mínimo dos funcionários — algo que realmente foi feito em outubro.

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