A LeEco tinha planos de dominação mundial com seus produtos (carros, bikes, eletrônicos e filmes, dentre outros). Eu disse tinha, porque as coisas não andam muito bem para a gigante chinesa, sua plataforma de streaming que foi até lançada nos EUA para bater a Netflix, tomou um belo tombo nessa quarta.

Depois de nove meses fora da bolsa, as ações da Leshi Information & Technology Corporation voltaram e... Estão em queda livre. Em poucos segundos, o valor delas caiu 10%, conta a Bloomberg.

É uma reação do mercado ao posicionamento do novo CEO da empresa, Sun Hongbin que resolveu "fechar a torneira" dos investimentos na plataforma. A empresa já havia bancado US$2,35 bilhões em ajuda financeira nos últimos tempos.

Briga complicada

A situação é um pouco mais complicada do que parece, já que outras subsidiárias do grupo devem para a Leshi cerca de US$ 11,7 bilhões - o valor é contestado pela empresa-mãe, que diz que a dívida é de apenas US$ 930 milhões.

E olha que a LeEco nem sempre passou por esses perrengues. Jia Yueting, o fundador da empresa planejou um império tecnológico que pudesse bater de frente com Apple, Netflix, Tesla e outras grandonas do tipo. No entanto, a expansão foi rápida demais e os problemas no meio do caminho geraram demissões em massa.

A crise fez com que parte dos bens de Jia fossem apreendidos por um tribunal chinês. No ano passado, a justiça do gigante asiático demandou que o fundador da LeEco voltasse ao país para resolver o problema financeiro com o China Merchant Bank. No entanto, o ex-CEO mandou sua esposa para o país, alegando que estava trabalhando no novo carro elétrico da marca e não poderia deixar os EUA.

Com as ações da Leshi cotadas a 13,80 yuan (US$ 2,16) após a queda - e uma previsão de baterem 3,90 yuan (US$ 0.61) - os problemas da tentativa de Netflix da LeEco estão só no começo.

LeEco: gigante tecnológica da China tentou copiar Netflix e seu deu mal via The Brief

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