A criação de fundos de criptomoedas e o investimento nesse tipo de dinheiro virtual seguem na mira dos governos e órgãos reguladores pelo mundo. Na semana passada, uma das comissões mais importantes dos EUA questionou os fundos ligados a bitcoins e outras criptomoedas sobre a proteção ao investidor.

De acordo com um comunicado da Comissão de Valores Mobiliários norte-americana (SEC, na sigla em inglês), há mais de 30 "questões pendentes significativas sobre como os fundos que detêm quantidades substanciais de criptomoedas e produtos relacionados satisfazem os requisitos da Lei de 1940 e suas regras".

A tal da lei de 1940 é uma das legislações que formam a espinha dorsal do regulamento de operações financeiras dos EUA. Nas entrelinhas, a comissão quer garantir a proteção dos investidores.

Riscos

A comissão tem lá suas dúvidas sobre como os fundos vão armazenar, proteger e precificar o ativo. Para a SEC, há ainda a questão dos investidores – que podem não entender os riscos do investimento em criptomoedas. A disparada no valor da moeda fez com que leigos fossem atraídos para as moedas virtuais e suas flutuações levantam temores de que esse mercado pode ser manipulado.

No Brasil, a negociação de Bitcoin foi proibida por fundos de investimento por um órgão similar ao SEC. Mas, pessoas físicas podem comprar seus bitcoins por aqui e a realidade é que o brasileiro prefere investir na criptomoeda do que na bolsa.

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SEC tem lá suas dúvidas sobre proteção ao investidor nos fundos de bitcoin via The Brief