A mineração global de Bitcoin no mundo atingiu um novo recorde, e desta vez não estamos falando do preço individual da moeda, mas sim da quantidade de eletricidade que essa atividade consome no mundo. Segundo o Digiconomist, a atividade de mineração atingiu a marca dos 29,05 TWh na última segunda-feira (20), o que representa 0,13% de toda a energia consumida no mundo. Nos últimos doze meses, essa atividade gastou US$ 1,5 bilhão em eletricidade, isso considerando preços de regiões onde energia é mais barata. 

Apesar disso, os mineradores de Bitcoin estão ganhando muito dinheiro. Estima-se que, essas pessoas e empresas tenham ganhado US$ 7,2 bilhões com a atividade. É curioso notar também que, no último mês, o consumo de eletricidade gerado pela moeda virtual cresceu 29,98%.

Caso a capacidade de produção mundial não cresça significativamente e a taxa de crescimento do consumo da moeda virtual se mantenha estável, essa atividade gastaria toda a eletricidade do mundo até fevereiro de 2020. Claro que essa situação é completamente improvável, mas não totalmente impossível.

Comparação

Segundo o site britânico PowerCompare, a mineração de Bitcoin global representaria um gasto maior de eletricidade do que o registrado por 159 países individualmente (dados atualizados em 2014). Isso inclui nações como Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Irlanda, Islândia, Croácia, Mongólia e praticamente todo o continente africano, com a exceção da África do Sul, Egito, Argélia e Arábia Saudita.

No mapa do PowerCompare, é possível ver em amarelo todos os países que consomem individualmente menos eletricidade do que toda a mineração global de Bitcoin.

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Grandes nações como Brasil, EUA, China e Rússia, por outro lado, geram e gastam muito mais do que essa atividade. Confira top 10 dos países que mais consomem eletricidade no mundo em comparação com a porcentagem que o gasto da mineração da moeda virtual representa frente a eles.

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