As coisas não andam lá muito boas para os Correios nos últimos anos e agora problemas com encomendas internacionais, especificamente vindas da China, prometem dificultar ainda mais a situação neste final de ano. Isso porque o serviço nacional acusa as grandes varejistas chinesas de burlar a lei para enviar produtos por meio das cartas simples, e mais baratas, quando na verdade deveriam encaminhá-los via cartas registradas, que são, no mínimo, cinco vezes mais caras.

Valor pago pelos envios mais simples é até cinco vezes menor do que deveria ser cobrado

A legislação brasileira prevê que somente a comunicação pessoal pode ser classificada na categoria mais simples, incluindo itens como papel, CD e pendrive. Agora, mercadorias despachadas por pessoas jurídicas devem ser taxadas com valor superior. Para ter uma ideia, uma correspondência de até 20 gramas não comercial tem o preço básico de R$ 1,25, enquanto até 20 gramas comercial registrado sai por R$ 6,85.

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A expectativa é de chegada de 43 milhões de objetos comprados no exterior, com faturamento de R$ 295 milhões. Obviamente, se o cálculo estivesse ajustado de acordo com a entrega, os números poderiam ser maiores.

Números afetam crise dos Correios

Os Correios devem fechar 2017 com prejuízo de R$ 1,3 bilhão, segundo projeção do presidente Guilherme Campos. Caso esses números sejam confirmados, será o quinto ano que a estatal fecha o ano no vermelho. A baixa acumulada nos primeiros quatro meses do ano foi de R$ 800 milhões.

Para tentar reverter a situação, a companhia pensa até em mexer no plano de saúde de seus colaboradores. A verba que poderia vir dos chineses seria muito bem-vinda para aliviar essa situação. A direção já adiantou que deve fazer uma reclamação oficial junto aos organismos postais internacionais para evitar a manobra comercial.

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