Um grupo de pesquisadores russo do Instituto para Física e Tecnologia de Moscou está estudando utilizar o “spidroin”, uma proteína presente no fio da teia de aranha, para moldar e cultivar corações humanos fora do organismo. O objetivo seria produzir corações para transplante com menor risco de rejeição. Além do mais, o tempo de espera na fila dos transplantes poderia diminuir consideravelmente.

O grupo já conseguiu fazer experimentos replicando as células do tecido muscular cardíaco juntamente com uma base sintética dessa proteína. Resta agora desenvolver um método para formar um coração inteiramente funcional a partir das células do próprio paciente para evitar rejeição.

Essa proteína está sendo modificada e sintetizada para várias aplicações na atualidade, inclusive para cultivar tendões humanos para transplante. Por isso, o uso dela na criação de outros órgãos fora do corpo humano para transplante está sendo cogitada. A proteína não é tóxica e ainda oferece maior resistência e elasticidade.

Por enquanto, não há expectativas muito precisas sobre quando os pesquisadores esperam ter um coração completamente cultivado com base no spidroin. O artigo científico completo sobre o tema pode ser acessado aqui (em inglês).

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