A criação de músculos artificiais não é uma novidade na tecnologia. No final de 2013, pesquisadores da Universidade da Califórnia haviam criado um tecido robótico que era mil vezes mais forte que o encontrado em humanos. Porém, o vídeo que abre esta matéria, que também mostra um músculo artificial, representa um gigantesco passo da humanidade na criação desses tecidos.

O exemplar mostrado na reprodução acima exibe o primeiro músculo artificial capaz de responder a estímulos externos. Até então, as fibras criadas pelos cientistas não possuíam essa capacidade e apenas se pareciam com o tecido que estavam tentando imitar. Agora, além da semelhança visual, o comportamento e a reação do invento também se aproximam muito ao que encontramos em um corpo real.

Aplicações na medicina

Essa criação de pesquisados da Universidade de Duke, Estados Unidos, representa um grande passo na medicina. Segundo os envolvidos, um músculo artificial responsivo pode possibilitar a realização de testes  de drogas e a verificação de seus efeitos no corpo humano sem a necessidade de colocar alguém em risco.

“A beleza deste trabalho é que ele pode servir como um teste para ensaios clínicos”, afirma Nenad Brusac, líder do projeto. “Estamos trabalhando para testar a eficácia e segurança dos medicamentos, sem comprometer a saúde do paciente e também para reproduzir os sinais funcionais e bioquímicos de doenças – especialmente as mais raras e que exigem biópsias musculares complicadas”.

A criação do músculo artificial

Segundo os pesquisadores da Universidade de Duke, foi necessário um ano para que eles descobrissem a “receita” para criar esse músculo artificial. Para conceber um tecido que pudesse responder a estímulos externos, os cientistas começaram reunindo uma amostra de células musculares humanas precursoras. Em seguida, esses componentes foram expandidos e colocados em um recipiente com gel nutritivo.

Depois que as células se desenvolveram até formarem as fibras musculares, os pesquisadores perceberam que elas respondiam a estímulos elétricos exatamente como um tecido humano faz. Além disso, os cientistas comprovaram que as vias por onde passam os nervos nesse músculo artificial também estavam funcionais.

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Curiosamente, os pesquisadores não mencionaram a aplicação desses músculos artificiais na reposição de tecidos perdidos ou fortalecimento de membros enfraquecidos por causa de doenças. Porém, acredita-se que esses usos ainda estejam um pouco longe da esfera de atuação desse invento, principalmente por causa de seu tamanho. Mesmo assim, este é um grande passo para a humanidade e resta-nos torcer para que o uso dessa criação possa trazer muitos benefícios para nossas vidas.

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