Uma das inconveniências de ter que tomar remédio controlado é o fato de que nem sempre nos lembramos do horário certo de fazer a medicação. Isso acaba sendo um problema, principalmente quando se trata de antibióticos ou quaisquer medicamentos que precisam ser tomados em um determinado horário sem falta.

Além de o remédio não fazer efeito como deveria, também existe a questão da dependência, efeitos colaterais e overdose, decorrentes da má administração dos medicamentos. Doses acima ou abaixo do recomendado podem prejudicar todo um tratamento médico e até acabar de vez com a saúde do paciente (ou o que resta dela).

Mas todos esses inconvenientes podem estar perto do fim. De acordo com um estudo publicado na revista Nature Nanotechnology, um grupo de cientistas sul-coreanos está desenvolvendo um adesivo de pele inteligente que não só dispensa medicamentos de forma contínua, como também tem a capacidade de determinar quando é a hora de parar de tomá-los.

O adesivo tem a capacidade de monitorar os sinais vitais de um paciente, detectando se ele é sensível a um dos componentes da medicação. Assim, a pessoa que está fazendo uso dele recebe a quantidade exata da droga que precisa, em doses mais fortes ou mais fracas, dependendo do que esteja sentindo.

Discreto e eficaz

O adesivo é pequeno, mas tem se mostrado eficaz perante as pesquisas. Ele é composto de nanomateriais elásticos e possui 2 cm de comprimento em um formato retângulo. Os materiais contêm nanopartículas de sílica que, quando ativadas pelo calor, monitoram a atividade muscular e liberam os agentes terapêuticos com base na temperatura do corpo do paciente.

Isso pode ajudar pacientes de doenças diversas, como é o caso de Parkinson. Como os tremores não são constantes, assim que a pessoa começa a tremer, o adesivo detecta o movimento e libera uma pequena quantidade da droga que contém e que o paciente precisa tomar. Tudo isso sem intervenção humana.

Dae-Hyeong Kim, engenheiro biomédico da Universidade Nacional de Seul e coautor do estudo, disse para o site The Verge através de um email que as pessoas têm se mostrado muito interessadas nessa entrega contínua e controlada dos medicamentos. Além disso, Kim também conta que o adesivo é discreto e de boa aparência, o que garante ainda mais a aceitação do produto.

Controle de medicação à distância

Apesar de todas as vantagens apresentadas, o engenheiro biomédico ainda acha que o adesivo não é perfeito pelo fato de não conseguir ser ativado sem fio. Ainda. “No futuro, os componentes sem fio poderão ser integrados ao adesivo e o sistema será conectado a redes wireless, permitindo aos médicos diagnosticar as condições do paciente e controlar os medicamentos remotamente”, disse Kim.

O adesivo ainda está em desenvolvimento e deve chegar ao consumidor final apenas daqui a cinco anos, segundo a estimativa de Kim. Porém, é estimulante e emocionante saber que a tecnologia chegou a esse nível no setor médico e, sem dúvida, vai ser uma das coisas mais úteis e fáceis de utilizar já inventadas até então.

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