(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia)

Os cientistas da Universidade de Groningen, na Holanda, estão trabalhando em uma técnica extremamente curiosa de antibióticos.

A ideia é criar um tipo de antibiótico “inteligente” que pode responder à luz e ao calor. Desse modo, ele pode ser ativado ou desativado conforme necessário. Assim, as bactérias “boas” do nosso organismo podem ser poupadas, assim como um resíduo de antibiótico no organismo evita o fortalecimento das bactérias, que podem acabar por se tornar resistentes aos remédios.

A resistência bacteriana está se tornando um dos maiores problemas do mundo médico, e é, em grande parte, culpa nossa. Nós acabamos por nos tornar extremamente eficientes em destruí-las com antibióticos, a ironia é que esses mesmos antibióticos acabam fortalecendo as bactérias.

Com isso, surgem as superbactérias: pragas imunes a quase todos os tipos de tratamentos conhecidos, exigindo antibióticos cada vez mais fortes, o que faz disso um ciclo sem fim.

Remédio iluminado

O funcionamento do novo medicamento é interessante: alguns tipos de antibióticos dependem de sua forma para funcionar, pois ficam ligados a certas enzimas no corpo humano para impedir que as bactérias sobrevivam. Os antibióticos específicos utilizados pelos cientistas holandeses são chamados quinolonas, que são uma espécie em forma de “C”.

(Fonte da imagem: iStock)

Se esse formato for alterado, o antibiótico passa a não ter utilidade, pois não pode se ligar à enzima específica. Isso significa que ele deixa tanto de fazer efeito para nós quanto para fortalecer as bactérias.

Os cientistas conseguiram anexar o azobenzeno às quinolonas, um composto simples que reage fortemente à luz, mudando o formato de “C” para “Z”, ou seja, anulando completamente o seu efeito.

O próximo passo é fazer com que o antibiótico “iluminado” possa reagir com luz ultravioleta ou até mesmo infravermelha, já que bombardear o interior do corpo com luz direta não é algo exatamente simples de se fazer.

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