Anunciado durante a WWDC 2014 realizada em junho, o novo sistema operacional Mac OS X Yosemite prometia uma série de vantagens para os consumidores, trazendo uma verdadeira revolução visual aos computadores da Apple. Dois meses depois, ele finalmente entrou em fase Beta pública e qualquer usuário pode testá-lo. Mas será que vale a pena atualizar?

Nós fizemos os testes de todas as novas funcionalidades para responder a essa pergunta com mais precisão. Os novos recursos foram rodados em dois computadores de diferentes configurações: um Macbook White de 2010 (a versão mais antiga que pode ser atualizada para o Yosemite) e também em um Mac mini de 2013.

É tudo visual

É impossível não perceber as mudanças visuais do sistema operacional. Sendo praticamente uma adaptação do iOS — que é o SO utilizado por iPhones, iPads e iPods Touch — para os computadores, o Yosemite traz cores mais chapadas e um visual planificado, garantindo bastante beleza às áreas de trabalho, aplicativos e outras janelas.

Até mesmo o dock de apps do Mac OS foi reformulado e agora passa a apresentar os novos desenhos, sendo que eles contam com o fundo opaco que pode ser visto em diversos outros momentos. Esses traços também se estendem aos ícones dos softwares oficiais da Apple, como Safari, Mail e Messages.

Barras de ferramentas e atalhos do Finder são outros segmentos em que as novidades podem ser vistas, desde os menus superiores até os planos de fundo. Nota-se que o Mac OS X Yosemite foi criado especialmente para aparelhos com tela Retina, como alguns modelos de Macbooks e outros iMacs que devem surgir em breve. Isso porque a qualidade gráfica do sistema se encaixa perfeitamente nas altas resoluções

Notificações / Today View

À direita da interface do Mac OS X, agora é possível acessar uma série de informações que antes não possuíam um aglutinador. Reunindo widgets e notificações, o “Today View” permite que os consumidores tenham acesso à agenda, à calculadora, novas mensagens de email e a diversas ferramentas que podem ser facilmente configuradas. Tudo isso sem precisar abrir um aplicativo específico.

Infelizmente, por enquanto apenas os apps oficiais podem se aproveitar dessas novidades no Mac OS X. Ou seja, se você não usa o app Mail da Apple, não terá como sincronizar suas caixas de entrada com o Today View. Isso também vale para quaisquer outros softwares que você tente inserir na nova interface.

Spotlight

O Spotlight do Mac OS deixou de ser uma ferramenta limitada à localização de aplicativos e arquivos. Agora ele possui conexão direta com a internet e permite também que sejam feitas diversas buscas contextuais, que vão desde a visualização de mapas e notícias até a verificação de informações completas sobre filmes.

Apesar de promissor, isso ainda se mostra um pouco instável na versão Beta. Em nossos testes ocorreram diversos erros e poucas vezes foram carregadas todas as informações que desejávamos. Mas é preciso dizer que isso pode ser facilmente corrigido, fazendo com que o recurso fique muito mais interessante no lançamento da versão final do sistema.

Apps de fábrica               

Diversos aplicativos da Apple foram remodelados, mostrando que a desenvolvedora quer mesmo que os consumidores fiquem mais tempo em suas ferramentas, sendo ainda mais integrados com o ecossistema da fabricante. As três principais mudanças estão em Safari, Mail e Messages, que agora contam com todos os traços planificados já vistos no Yosemite e no iOS.

Mail e Messages ganharam novos recursos para que os anexos possam ter maiores dimensões, assim como se tornou possível enviar mensagens de áudio com mais facilidade. Mas o principal mesmo está no navegador Safari, que teve o motor refeito e agora está mais rápido. Destaque também para a nova barra de ferramentas e para a integração da barra de buscas.

Todas essas novidades foram inseridas para que os consumidores voltem a utilizar o navegador Safari, que ainda está longe do Chrome na disputa pelo mercado. E devemos dizer que o novo design com lançador rápido de favoritos e gerenciador de abas dinâmico podem ser grandes aliados nessa luta.

Integração / continuidade

Integrar portáteis ao Mac OS é uma ótima ideia, principalmente pelas possibilidades envolvidas nisso. A partir de agora é possível atender e realizar ligações pelo computador, além de fazer o mesmo com mensagens de texto — tudo isso sem precisar sincronizar os equipamentos a cada vez que desejar realizar alguma atividade dessas.

Mais do que isso, os recursos de continuidade garantem que qualquer usuário consiga sincronizar documentos e tarefas dos principais aplicativos oficiais da Apple, incluindo o navegador Safari e os apps de escritório. Ou seja: os usuários podem realmente realizar a mesma atividade em dois equipamentos, sem precisar ordenar as trocas de um modo manual.

Apesar de serem recursos excelentes, eles são um pouco limitados. Vale dizer que, se você não possui um computador lançado depois de 2011, é possível que os recursos de continuidade não estejam disponíveis, pois eles exigem a conectividade com o Bluetooth LE — que só foi inserido em linhas mais recentes da Apple.

Um sistema pesado

No ano passado, o Mac OS X Mavericks trouxe muitas mudanças de funcionalidades para os apaixonados pela Maçã. Agora foi a vez de o Yosemite trazer novidades gráficas para todos. O problema é que o sistema operacional continua muito pesado e dificilmente vai rodar de maneira fluida em aparelhos mais antigos.

Isso significa que computadores lançados até 2011 certamente vão sofrer muito para executar funções relativamente simples. Atualizar o sistema para aproveitar as novas funcionalidades pode parecer uma excelente ideia, mas é importante fazer isso apenas se o seu hardware for mais avançado. De outra forma, é bem possível que você acabe tendo muitas dores de cabeça.

Em resumo, é preciso dizer que o Mac OS X Yosemite está muito bonito e bem funcional. Ele oferece recursos que satisfazem a qualquer perfil de usuário, mas a questão da performance ainda pode ser um fator ruim, pelo menos durante as versões Beta.

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