Todo mundo esperava que nesta geração a Apple acrescentasse uma nova cor ao portfólio do iPhone. A mais cogitada era a Deep Blue, de acordo com diversos rumores, que seria um azul mais escuro. Infelizmente ela não veio, mas a empresa apresentou de maneira inesperada a Jet Black (preto brilhante), um segredo que desta vez conseguiram manter a sete chaves. Diferente dos outros modelos, ela virá apenas nas variantes de 128 e 256 GB dos iPhones 7 e 7 Plus, recebendo assim um selo mais "premium" e com certeza o mais desejado da nova geração.

Contudo, existe um pequeno porém que todo possível consumidor deve estar ligadão: o site brasileiro da Apple, na página de especificações, lá no rodapé, diz que "O acabamento da cor Preto brilhante no iPhone 7 é obtido por meio de um preciso processo de anodização e polimento, realizado em nove etapas. Sua superfície é tão rígida quanto a de qualquer outro produto anodizado Apple, mas seu brilho intenso pode apresentar microabrasões com o tempo de uso. Caso prefira, sugerimos que você use uma das muitas capas disponíveis para proteger seu iPhone."

Jornalistas que estavam no evento conseguiram riscar a traseira do Jet Black sem muito esforço

Em outras palavras, a Apple já reconhece de antemão que o lindo efeito brilhante e único desta nova geração pode riscar com muito mais facilidade e já deixa alguns consumidores com a pulga atrás da orelha. Até porque ontem, durante a sessão de testes de jornalistas do mundo inteiro, vários deles conseguiram riscar a traseira do Jet Black sem muito esforço!

Estratégia em risco?

Como a cor é novidade e possui um processo completamente novo e mais demorado de produzir, com certeza a Apple vai ter um estoque mais limitado nos primeiros meses. E este tipo de estratégia também não é novidade para ninguém, pois a equipe de marketing da Maçã sempre busca novas formas de deixar os consumidores alvoroçados com os estoques limitados, gerando ansiedade e uma cultura de valorização daqueles que conseguem comprar por primeiro. Afinal, como o design não mudou drasticamente, para quem deseja status, o jeito é escolher a cor que  estampa para todo mundo que você tem a última versão do smartphone.

A pergunta que fica agora é: será que a guerra para conseguir a variante o quanto antes vai valer a pena para quem pensa desta forma? A cor é definitivamente linda, mas se for tão propensa a riscos a ponto de você ter que usar um case por cima, todo o seu propósito de nove etapas de anodização vai por água abaixo.  E o pior, será que viveremos mais um "bendgate" com uma onda de vídeos destruindo a traseira?

O que vocês pensam de toda essa estratégia de marketing da empresa? Contribua com sua opinião nos comentários, ela é muito enriquecedora para a comunidade do TecMundo!