A veiculação não autorizada de conteúdo no YouTube é uma reclamação antiga e recorrente. Ainda que o serviço de streaming da Google venha aplicando várias ações para coibir essa prática, faltava algo mais incisivo nessa questão. Eis que a plataforma surge com um recurso interessante: o Copyright Match promete fiscalizar proativamente o conteúdo, em busca de vídeos similares aos dos distribuidores originais.

“Depois de enviar um vídeo, o YouTube verificará outros vídeos para ver se algum deles é igual ou muito semelhante. Quando houver uma correspondência, ela aparecerá na guia da ferramenta e você poderá decidir o que fazer a seguir”, diz o comunicado, no blog oficial.

De acordo com o YouTube, a ferramenta vem sendo testada já há quase um ano e recebeu várias respostas até chegar ao formato atual. Dito isso, a companhia pontuou algumas anotações importantes para que ela seja usada adequadamente:

  • É importante que você seja o primeiro a realizar o upload do conteúdo. O período de origem do cadastro do mesmo é importante para determinar os resultados
  • A ferramenta foi criada para encontrar reproduções completas, ou seja, ela não vai buscar trechos do seu conteúdo — mas se mesmo assim você se incomodar com alguma parte veiculada sem sua autorização, é possível usar o formulário para esse fim

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  • Depois de encontrada uma correspondência, você poderá optar por: não fazer nada, entrar em contato com quem fez a reprodução ou solicitar que o YouTube delete o vídeo. Ao solicitar a remoção, será possível fazer isso com ou sem um prazo de sete dias, para permitir que o remetente corrija o problema. Previamente, porém, os pedidos são analisados para garantir que estejam em conformidade com as políticas de direitos autorais da plataforma.
  • Antes de agir, o YouTube pede que você avalie cuidadosamente o material, para confirmar se realmente possui os direitos do conteúdo correspondente e garantir que ele viola seus direitos autorais. Obviamente, não é recomendável solicitar uma remoção de algo que não é de sua propriedade exclusiva, a exemplo de vídeos de domínio público. Também é preciso considerar se a pessoa que reproduziu o material na verdade não precisa de permissão para sua reutilização.  

O YouTube não detalha como vai monitorar sua rede, contudo, é bem possível que seja um trabalho conjunto de fiscais humanos com auxílio da inteligência artificial. A novidade entra em vigor mundialmente a partir da próxima semana, inicialmente para os youtubers com mais de 100 mil assinaturas. A ideia é distribuir gradualmente para todos os participantes do programa YouTube Partner ao longo dos próximos meses.

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