O conselho de segurança da Rússia propôs a criação de uma “internet independente” para os BRICS, o grupo de países em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A ideia é criar uma infraestrutura própria e alternativa que vai servir de base para continuar oferecendo internet a esses países em caso de problemas com a internet global.

“O aumento das capacidades de as nações ocidentais conduzirem uma ofensiva no espaço informacional, bem como a crescente disponibilidade para exercer essas capacidades, representam uma série ameaça à segurança da Rússia”, concluíram os conselheiros que se reuniram no mês de abril, quando a proposta foi formatada.

Aí surge a ideia para a criação de um sistema alternativo aos Servidores de Nome de Domínio (DNS) em paralelo ao atualmente existe. Por óbvio, a novidade não estaria submetida ao controle das tradicionais organizações internacionais, mas de um conselho formado por membro dos BRICS.

BRICSOs BRICS teriam a sua própria infraestrutura de internet.

E esse tema não é exatamente novo na Rússia. Em 2014, o país conduziu um experimento no qual “desligou” a internet convencional, mas conseguiu manter as comunicações ativas graças a uma infraestrutura de backup russa. Em suma, essa “rede de proteção” planejada para países em desenvolvimento serviria exatamente para caso a internet global fosse desligada de fato.

Após o experimento, as autoridades russas foram questionadas sobre uma possível ação autoritária do governo em retirar o país da internet global e utilizar uma infraestrutura própria e restrita como forma de controlar e censurar a internet no país. As acusações foram rechaçadas pelo secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov. “A desconexão da Rússia da internet global está, obviamente, fora de cogitação”, informou o assessor.