O perigo constituído pelas armas produzidas em impressoras 3D será colocado à prova pela polícia da Alemanha. O Bundeskriminalamt, também conhecido como a polícia federal daquele país, afirmou já ter adquirido um equipamento do tipo para testar se os equipamentos de plástico realmente podem ser uma ameaça.

Muito se fala sobre a possibilidade de criação de armas de fogo não-rastreáveis, de uso único, que poderiam ser utilizadas por terroristas ou criminosos em ações rápidas. Não ajuda o fato de ser simples encontrar os esquemas de uma metralhadora na internet, possibilitando que qualquer um de posse de uma impressora 3D possam ter uma arma funcional em algumas horas.

A ideia é não apenas avaliar os riscos dessa nova tendência mas também descobrir se as armas de plástico poderiam ser usadas, por exemplo, como medida de redução de custos para forças policiais. O foco dos testes será a Liberator, arma cujos esquemas foram disponibilizados gratuitamente na internet pela organização Defense Distributed.

Em testes, quando impressa com o plástico mais barato do mercado e uma impressora 3D de US$ 1,6 mil, a arma acabou explodindo. Mas quais seriam os efeitos de uma arma como essa construída em material de boa qualidade? A Defense Distributed garante que ela funciona, agora é hora de forças federais verificarem se isso é realmente verdade.

Além da Liberator, a Bundeskriminalamt pretende testar também acessórios para fuzis AR-15 que podem ser encontrados livremente na internet. Para o governo alemão, levando-se em conta a dificuldade de varrer completamente os conteúdos da internet, esse tipo de avaliação pode ser um passo adiante quando o assunto é a segurança.

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