(Fonte da imagem: Reprodução/Google)

A nova política de privacidade e os termos de serviço da Google estão dando o que falar. Depois da recente mudança na última quinta-feira, a Google Brasil decidiu se pronunciar para esclarecer um pouco sobre as mudanças e qual a real intenção da companhia. O site G1 divulgou em uma notícia as declarações do porta-voz da empresa.

O diretor de comunicação da Google Brasil, Felix Ximenes, diz que ao contrário de algumas notícias que andam circulando pela web, a empresa não tem uma identidade única para cada usuário da internet, mas apenas para cada usuário dos serviços Google. Ele reforça: "Somos uma empresa, a internet é muito maior que a gente. Não somos uma porta de entrada na internet, a internet é um ambiente aberto."

Quanto à coleta de dados, Ximenes informa que a Google já obtinha dados de seus usuários antes da nova política entrar em vigor. A diferença é que agora a empresa oferece o controle desses dados, uma ferramenta que está disponível na página de privacidade da Google. O diretor da companhia frisa que os dados podem ser cruzados, mas somente quando eles trouxerem benefícios ao usuário.

Anonimato e privacidade

Muitos usuários estão se preocupando com a privacidade e até encerrando suas contas. Ximenes lembra que é possível utilizar o provedor de buscas Google e acessar alguns vídeos do YouTube sem usar uma conta. Ele frisa, no entanto, que alguns serviços, como Google+ e Gmail, exigem uma conta com dados pessoais.

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

Para tranquilizar os usuários, o diretor da empresa lembra que os dados coletados são do usuário e não da Google. Assim, quando o utilizador quiser apagar sua conta, tudo será excluído, mas pode haver certa demora em tal processo.

Fazendo uma comparação, Ximenes questiona: "Quem mais sabe sobre você é seu cartão de crédito, não é o Google. Por que as pessoas não estão fazendo as mesmas perguntas sobre outras empresas?"

Quanto ao compartilhamento de informações, o porta-voz da Google relata que a companhia nunca vendeu as informações dos usuários e que nenhum ataque aos serviços teve sucesso.  "Nosso negócio é 100% construído em credibilidade, não há nada que prenda vocês à gente. Se falharmos na qualidade, ou na credibilidade, vocês vão embora.", conclui Ximenes. A entrevista na íntegra está disponível no site G1.

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